Após cautelares de Pietro e Rosas, defesa de Coriolano acusa Gaeco de parcialidade

 

A defesa de Coriolano Coutinho disse nesta terça-feira (2) que a decisão de ontem (1º) que favoreceu o empresário Pietro Harley Dantas Félix e o ex-presidente do PSB da Paraíba, José Edvaldo Rosas, “deixa claro a parcialidade com que o Gaeco está conduzindo as investigações’.

Segundo o advogado de Coriolano, Francisco Leitão, os membros do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco/MPPB) estão escolhendo quem são os réus que podem ser beneficiados, os réus que podem ser protegidos contra a covid-19 e simplesmente esquecem a situação do réu Coriolano Coutinho, que, segundo ele, tem problemas de saúde, fato comprovado nos autos com atestados e laudos médicos.

“Isso foi completamente ignorado pelo Ministério Público. A defesa já tinha feito, inclusive, um requerimento nesse sentido, de conceder a prisão domiciliar para ele ou que outras medidas cautelares fossem aplicadas em face do problema de saúde que ele tem. Mas agora o Ministério Público deixa muito claro que ignorou esse pedido de Coriolano e de forma muito estranha, de ofício, sem qualquer manifestação ou impulsionamento da defesa dos outros réus, opina para que os outros sejam libertados, colocados em prisão domiciliar, em detrimento do réu Coriolano, como se a doença, o vírus não o atacasse”, declarou Francisco Leitão.

O empresário Pietro Harley Dantas Félix e o ex-presidente do PSB da Paraíba, José Edvaldo Rosas, foram autorizados a deixar a Penitenciária Hitler Cantalice, onde estavam desde o dia 4 de fevereiro, depois de serem presos na décima primeira e décima segunda fase da Operação Calvário. Agora, eles cumprirão medidas cautelares.

A decisão foi tomada nesta segunda-feira, 1º de maio, pelo juiz Adilson Fabrício Gomes Filho da 1ª Vara Criminal da Capital. Ele atendeu a um pedido do Ministério Público da Paraíba que justificou a mudança de pena por causa do avanço da pandemia de coronavírus no Estado da Paraíba.

Já Coriolano Coutinho, irmão do ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB) não teve a mesma sorte e permanecerá preso.

De acordo com o Gaeco, Coriolano não foi contemplado com a cautelar porque já teria quebrado a confiança ao deixar de cumprir anteriormente as medidas a ele impostas como alternativa à prisão.

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