CUT promove ato público quarta-feira em Cajazeiras

A Central Única dos Trabalhadores na Paraíba (CUT-PB) realiza nesta quarta-feira, 28, um ato público em Cajazeiras para denunciar a má administração de vários prefeitos no Estado e em favor do pagamento das prefeituras ao funcionalismo. O evento é promovido pela Federação dos Servidores Públicos Municipais da Paraíba (Fespmpb), já que o próximo dia 28 é a data de comemoração do Dia do Servidor.
 
De acordo com o presidente da CUT-PB, Luis Silva, a atual situação vivida em diversos municípios do Estado são prefeituras fechadas, funcionários sem receber há meses e o comércio local parado, por conta do atraso nos pagamentos. “Os prefeitos alegam crise por conta da redução do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), mas na verdade a queda é compensada nos meses seguintes. O que acontece é que os prefeitos promovem nepotismo e o mau uso do dinheiro público, em operações fraudulentas como aluguel do próprio carro à prefeitura. Na hora de pagar o funcionalismo, como os professores, trabalhadores da saúde e de outras áreas, não há o dinheiro”, explicou Luis Silva.
 
Segundo o sindicalista, além disso, uma grande parte dos prefeitos do interior mora na Capital. “Quando os funcionários vão reclamar encontram as prefeituras fechadas, porque os prefeitos estão em João Pessoa”, disse o presidente da CUT-PB. De acordo com Luis Silva, esta má administração causa enormes prejuízos não só para os trabalhadores, como também para a economia do Estado como um todo. “Se não há pagamento, não há dinheiro circulando no comércio”, destacou ele.
 
Além de protestar contra a má administração, os representantes sindicais também vão pedir a realização de concursos públicos para por fim ao nepotismo nas prefeituras. Luis Silva destacou que serão apresentados uma série de documentos que comprovam que as prefeituras não estão passando por crise devido à falta de recursos provenientes da FPM.
 
Em nota divulgada à imprensa através de sua assessoria, a Federação dos Servidores Públicos Municipais da Paraíba, apontou uma série de irregularidades nas prefeituras que alegam falta de dinheiro por conta do repasse do FPM. Entre elas está a Prefeitura Municipal de Aguiar. As despesas com a folha de pagamento de cargos comissionados é maior do que a folha com os funcionários efetivos. “Outro absurdo que será denunciado no ato público diz respeito ao número de assessores especiais que possui o prefeito da cidade de Lucena, Antônio Mendonça Júnior (Bolão). Ao todos são 22 assessores em seu gabinete”, destacou em nota o diretor da Fespmpb, Francisco de Assis Pereira.

“Uma pesquisa realizada pela federação aponta que, nos últimos seis meses, todas as prefeituras municipais da Paraíba que alegam crise e que não possuem dinheiro para pagar o piso nacional do magistério (R$ 950,00), aumentaram o número de assessores, cargos comissionados e prestadores de serviços, inviabilizando a implantação dos Planos de Cargos, Salário e Carreira, além de não promover concurso público. O descaso com o recurso público por parte de administradores municipais atrasando os vencimentos dos servidores, de acordo com a federação dos trabalhadores, traz sérios prejuízos à população e ao desenvolvimento do município, pois a cidade deixa de arrecadar seus impostos,”destaca ainda a nota.
 
“Com estes descasos, a população sente falta de investimentos no município. Muitos dos prefeitos se ausentam dos problemas da sociedade, passando a morar em outras cidades”, disse Francisco de Assis Pereira, diretor da Fespmpb. Na nota, a Federação lista os valores recebidos pelos municípios na última segunda-feira, para compensar as perdas do FPM.

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