CUT ameaça deixar negociações e cobra encaminhamentos ao Governo

A Central Única dos Trabalhadores na Paraíba (CUT-PB), está ameaçando sair da Mesa Permanente de Negociações com o Governo do Estado. O motivo é que o Governo ainda não deu nenhum tipo de resposta às solicitações enviadas pela CUT, em conjunto com diversos sindicatos sobre reivindicações da classe trabalhadora para a Casa Civil.
 
De acordo com o vice-presidente da CUT-PB, Marcos Henriques, foram feitas reivindicações por parte dos funcionários da Cagepa, pelos bancários e pelos professores. Os trabalhadores da Cagepa solicitam ações para reverter o sucateamento da instituição. Já os professores pediram aprovação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) e os bancários, que há vários meses também solicitou audiência e até o momento não obteve retorno.
 
De acordo com João Vicente, diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto do Estado da Paraíba (Stipdase-PB), a entidade está esperando há oito meses um plano de ação para revitalização da Cagepa.
 
“Pedimos para mudar os rumos da administração da Cagepa, que está sucateada e prestando um mau serviço, mas não por culpa dos servidores. Através do secretário de Políticas Sociais da Casa Civil, Arimatéia França, protocolamos dois relatórios na Casa Civil. O presidente da Casa nos atendeu em audiência e informou que o governo iria fazer uma análise da situação da Cagepa, através de várias secretarias do Estado”, destacou o sindicalista.
 
Ele explicou ainda que durante o ato público realizado no último dia 26, representantes dos trabalhadores entregaram uma carta destinada ao Governador do Estado, José Maranhão, no Palácio da Redenção, informando que uma vasta documentação sobre o abandono na Cagepa estava disponível na Casa Civil. “Queremos que as devidas providências sejam tomadas pelo Governo”, disse João Vicente.
 
O ato público do dia 26 foi realizado em frente à Agência Central da Cagepa, em Jaguaribe e contou com 600 pessoas, entre trabalhadores, sindicalistas e representantes da CUT-PB. Os manifestantes também promoveram uma passeata pelas principais ruas da cidade.

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