Cristina Kirchner não tinha câncer, diz governo argentino após cirurgia

A líder da Argentina, Cristina Kirchner, recebeu alta neste sábado após médicos descartarem a existência de um câncer na glândula tireoide, modificando o diagnóstico inicial que apontava um tumor maligno. De acordo com o governo argentino, não foram encontradas células cancerígenas nos nódulos retirados durante uma cirurgia realizada na quinta-feira.

 
"O exame histopatológico definitivo constatou a presença de nódulos nos dois lóbulos da glândula tireoide, mas descartou células cancerígenas, alterando o diagnóstico inicial", afirmou o boletim médico lido pelo porta-voz do governo, Alfredo Scoccimarro, em frente ao hospital Austral, em Pilar, onde a líder foi submetida à cirurgia.
 
Segundo o porta-voz, o novo diagnóstico levou os médicos a considerarem desnecessário o tratamento de quimioterapia. Cristina, 58 anos, deixou o hospital a bordo do helicóptero presidencial e seguiu para sua residência em Olivos, nos arredores da capital argentina, Buenos Aires.
 
Durante a semana, partidários da líder fizeram uma vigília em frente ao hospital Austral, segurando pôsteres e cartazes que diziam "Força, Cristina". A cirurgia de quinta-feira durou três horas, de acordo com boletim médico.
 
A notícia sobre o câncer de Cristina foi divulgada na semana passada pelo governo argentino. A líder tinha recebido um diagnóstico de carcinoma papilar durante um exame médico de rotina pouco antes do Natal. Segundo médicos, a líder tinha mais de 90% de chance de recuperação.
 
Cristina vinha sofrendo de quadros de hipotensão que a obrigavam a suspender, por breves períodos, as atividades oficiais.
 
A última crise ocorreu no dia 11 de outubro, 12 dias antes das eleições presidenciais. Em dezembro, Cristina tomou posse para um novo mandato de quatro anos, após vencer as eleições de 23 de outubro, com 54,11% dos votos. Seu marido e antecessor, Néstor Kirchner, morreu no dia 27 de outubro de 2010, aos 60 anos, vítima de um ataque cardíaco.
 
A notícia de que Cristina sofria de câncer causou impacto na América Latina, uma região onde diversos líderes sofreram com a doença recentemente. A presidenta brasileira, Dilma Rousseff, tratou um câncer no sistema linfático diagnosticado em 2009.
 
O ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva trata um tumor na laringe. O líder venezuelano, Hugo Chávez, foi submetido a uma cirurgia para a retirada de um tumor na região pélvica, enquanto o presidente paraguaio, Fernando Lugo, luta contra um câncer linfático.
 
 
Último Segundo com AP, BBC, EFE e AFP
 

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