Correio Braziliense aposta em apoio de Ricardo Coutinho a José Serra

O jornal Correio Braziliense publicou uma notícia segundo a qual o acordo fechado pelo PSDB com a pré-candidatura de Ricardo Coutinho (PSB) ao Governo da Paraíba implicaria numa equação para atrair o apoio do socialista a José Serra (PSDB). Matéria semelhante também foi divulgada pelo "O Globo" na última sexta-feira, mas acabou sendo desmentida pelo ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB), em entrevista no mesmo dia à Rede Paraíba Sat:

– Durante todo o processo de diálogo do PSDB com o PSB, nunca se falou do apoio de Ricardo Coutinho a José Serra. Ele sempre deixou claro que votaria no candidato do partido dele, Ciro Gomes. Como Ciro desistiu, a segunda opção do PSB é Dilma Rousseff. Não há dúvida sobre isso.

A seguir a íntegra da matéria do Correio Braziliense:

O PSDB de José Serra começa a tirar uma casquinha dos palanques que, em princípio, apoiariam a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. Na última semana, os tucanos fizeram um verdadeiro arrastão na base governista. Fecharam, por exemplo, o apoio a Ricardo Coutinho (PSB), na Paraíba, e a Jackson Lago (PDT), no Maranhão. Conquistaram 80% do PMDB gaúcho com a visita de Serra ao Rio Grande do Sul esta semana e ainda amarraram os laços com o governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), que concorre à reeleição.

Politicamente, o PSDB tem trabalhado para atrair parte dos aliados de Dilma descontentes com o rumo das alianças em seus respectivos estados. No caso de Puccinelli, o PMDB local está cada vez mais convencido de que Dilma apostará todas as fichas em Zeca do PT, que não só é petista como é um amigo fraterno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Esses palanques que começam a escorrer pelos dedos da candidata petista começam a preocupar o comando de campanha da ex-ministra. Ontem, por exemplo, no Pará, o presidente Lula tentou amenizar o fato de ter dois palanques aliados em vários estados. “O ideal seria que a base estivesse reunida em torno de um candidato a presidente da República e em torno de um candidato do estado (a governador). Se isso não for possível, vamos encontrar um jeito”, disse o presidente, em referência à necessidade de pôr os pés em mais de um palanque nos estados.

Escanteados

O cuidado agora será no sentido de evitar que, nos locais onde há mais de um palanque aliado, aquele que se sentir escanteado migre para o apoio ao candidato do PSDB, José Serra, ou mesmo para a ex-petista Marina Silva, que concorrerá à Presidência da República pelo PV.

Ontem, por exemplo, o governador do Amazonas, Omar Aziz (PMN), esteve em Brasília e se reuniu com o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. A candidatura de Aziz não estava nos planos do governo, que preferia unir a base no estado em torno do ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento.

Como essa união não ocorreu até agora e o DEM começa a se aproximar do governador de forma a garantir um abrigo para seus candidatos a deputado federal e estadual, o governo Lula tenta ao menos evitar que Aziz termine se tornando mais uma ponta da turma de Dilma que o PSDB leva para seu candidato, José Serra. Até porque, no âmbito nacional, a tendência do PMN é fechar com o tucano.

Investimento tucano nos aliados do PT

PB
Fechado com Ricardo Coutinho (PSB)

RS
Tem 80% do PMDB e corteja o candidato a governador, José Fogaça

MA
PSDB apoiará Jackson Lago (PDT)

MS
Partido tenta atrair André Puccinelli (PMDB)

PR
Beto Richa (PSDB) quer emplacar Osmar Dias (PDT) como candidato ao Senado

AM
DEM busca uma brecha para Serra ao lado de Omar Aziz (PMN)

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