Comissão de Anistia julga hoje processo de Glauber Rocha

A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça deve declarar nesta quarta-feira o cineasta Glauber Rocha, morto em 1981, anistiado político. O ato simbólico acontecerá no Teatro Vila Velha, em Salvador.

Durante a ditadura militar (1964-1985), Glauber Rocha teve a sua produção cultural censurada. A comissão deve reconhecer esse fato.

O processo de anistia foi iniciado em 17 de maio de 2006 por Paloma Rocha, 50, filha do cineasta.

Paloma, a mãe do cineasta, Lúcia Rocha, e outros três filhos de Glauber vão acompanhar o julgamento.

Apesar da expectativa, ainda não foi definido se os familiares de Glauber terão direito à indenização. "Vai ser uma festa muito bonita", afirmou Lúcia Rocha, 91.

O evento será apresentado pelo secretário estadual de Cultura, Márcio Meireles, e vai contar com o governador Jaques Wagner (PT-BA), do ex-ministro da Cultura Juca Ferreira e do presidente da comissão, Paulo Abrão.

Durante a cerimônia haverá projeção de imagens de filmes de Glauber e apresentação em piano da música "Quem é você?", da peça "Esse Glauber".

Glauber Rocha nasceu em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, em 14 de março de 1939. Grande nome do Cinema Novo, o cineasta teve nove filmes censurados: "O dragão da maldade contra o santo guerreiro", "História do Brasil", "Cabeças cortadas", "Di Cavalcanti", "Idade da Terra", "Maranhão 66", "Câncer", "Claro" e "Pátio".

Folha Online

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