Mário Tourinho

Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal


Com esta menção às senadoras Daniella e Nilda, nossa homenagem a todas as mulheres do Brasil!

Eis mais um 8 de março – Dia Internacional da Mulher, assim oficializado pela ONU desde 1975, portanto há 46 anos.

Entretanto, esta justa luta, briosamente enfrentada pelas próprias mulheres para conquistarem melhores condições de trabalho, remuneração sem diferenciação de gênero e até o direito ao voto, esta luta já vem de muito e muito mais tempo. E não importa se foi originada lá nos Estados Unidos (1909) ou se na Rússia (1917). A propósito, e em função da menção a estes dois países, a conclusão clara que se nos mostra é a de que a busca da plena igualdade de gênero corresponde a um objetivo que não tem lado ideológico: tanto cabe à direita quanto à esquerda. Também não podemos deixar de registrar que há muitos Homens (assim, com H maiúsculo) apoiadores dessa causa!

Mas, conforme sinalizado na titulação destes escritos, o 8 de março é a data em que todos devemos mais destacar o papel e a importância da mulher na sociedade, homenageando-a efusivamente e, na impossibilidade de nominar a todas, aqui as simbolizamos com a menção, neste título, a duas destacadas mulheres paraibanas, que, de forma inédita, simultaneamente, ocupam duas das três cadeiras de Senador(a) da Paraíba no Congresso Nacional: Daniella Ribeiro e Nilda Gondim!

Nossa intuição pessoal é a de que o mais eficiente caminho para viabilização das conquistas sociais é o de participação no processo político-partidário, e, mais eficazmente, por óbvio, integrando o Poder Legislativo. Dai esta exortação às senadoras Daniella Ribeiro e Nilza Gondim, ocupantes simultaneamente de duas das três cadeiras da Paraíba no Senado Federal, aliás, fato coincidente ao que acorre em relação ao Estado do Mato Grosso do Sul, que, nesta legislatura, está contando, como suas representantes, também duas senadoras: Simone Tebet e Soraia Thronicke. As demais senadoras brasileiras, nesta legislatura, são: – Eliziane Gama (MA), Kátia Abreu (TO), Leila Barros (DF), Mailza Gomes (AC), Mara Gabrilli (SP), Maria do Carmo Alves (SE), Rosa de Freitas (ES) e Zenide Maia (RN). Ao todo, no Brasil, estamos com 12 senadoras em um Senado de 81 integrantes, ou seja, as mulheres ocupam só uns 15% das cadeiras. É muito pouco. Precisa algo mais ser realizado para a conquista na igualdade de gênero, inclusive e principalmente dentro do Poder Legislativo.

No âmbito de 36 cadeiras da Assembleia Legislativa da Paraíba, somente 6 estão ocupadas por mulheres: Camila Toscano, Cida Ramos, Edjane Panta, Estelizabel Bezerra, Paula Francinete e Polyanna Dutra. É menos que 17% das 36 cadeiras.

E em relação à Câmara Municipal de João Pessoa, aí, sim, esse disparate mais se aguça: de 27 cadeiras somente 1 (repito: uma, ou seja, menos que 3%) está ocupada por mulher: ElíziaVirgínia.

Um quadro assim, tão desigual, precisa, para sua correção, contar com a adoção de medidas apoiadas por homens e mulheres, a fim de que, para retratar realmente o sentimento e o querer de todos, verdadeiramente e insistentemente repitamos: vivas e vivas às mulheres, seja no dia 8 de março, seja nos outros 364 dias de cada ano!

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