Coletivo de Mulheres do PT cobra punição para assassinos de Marielle Franco

O Coletivo Estadual de Mulheres do Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma nota revelando indignação, tristeza e revolta com a execução da vereadora do PSOL carioca Marielle Franco. “Uma morte para calar, para queimar um arquivo vivo, para frear uma política, uma vereadora, uma feminista, uma militante dos Direitos Humanos, que sabia demais”, afirma o coletivo na nota.

Elas cobram justiça e a punição dos culpados. “É com esta dor no peito e punhos fechados que queremos cobrar dos Poderes Constituiídos a apuração correta, séria e imparcial, com representações da sociedade civil, desse ato covarde”, declaram.

A secretária estadual de mulheres do PT, Zezé Bechade, disse que as mulheres feministas, militantes de esquerda e dos DireitosHumanos estão totalmente transtornadas, pois é mais uma mulher que tomba na luta, mais uma Margarida que se foi.  No entanto, ficará como símbolo da nossa luta diária por justiça e igualdade de direitos!

Confira a íntegra da nota:

Coletivo Estadual de Mulheres

As Mulheres do Partido dos Trabalhadores da Paraíba vêm a público mostrar a sua indignação, sua tristeza e revolta pela EXECUÇÃO da vereadora carioca Marielle Franco.

É com pesar que estamos solidárias com a filha, a família, os amigos, amigas e militantes que vivenciavam no dia-a-dia a luta aguerrida dessa mulher, que bem representou e continuará representando o povo pobre, de periferia e negro; que representará para sempre a luta das mulheres destemidas, feministas, negras e brancas, da cidade, do campo, lésbicas, heterossexuais, trans, não importando a denominação. Igualmente estamos solidárias, enlutadas e indignadas pela também execução do trabalhador Anderson Pedro Gomes.

É com esta dor no peito e punhos fechados que queremos cobrar dos Poderes Constituiídos a apuração correta, séria e imparcial, com representações da sociedade civil, desse ato covarde.

Uma morte para calar, para queimar um arquivo vivo, para frear uma política, uma vereadora, uma feminista, uma militante dos Direitos Humanos, que sabia demais e que havia assumido a relatoria de uma Comissão Parlamentar que investigaria a “Intervenção Federal” nas favelas cariocas, uma voz que denunciara há poucos dias a morte de dois negros, jogados em uma vala no Rio de Janeiro. Uma história de vida forjada na luta pela dignidade humana!

Queremos Justiça, queremos os culpados presos e condenados!

E FORA TEMER!

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