Colegas já brigam pela vaga deixada por Santiago na mesa do Senado

A saída anunciada de quatro senadores e dois deputados abriu uma disputa interna nas legendas pelos postos ocupados por parlamentares que se despedem de comissões e, especialmente, da Mesa Diretora do Senado. Entre os senadores, a troca promovida pela interpretação do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a Lei da Ficha Limpa não era aplicável às eleições de 2010 deixará uma brecha na Segunda-Vice-Presidência da Casa e um cargo de suplente. O grande interesse de parlamentares nesses postos tem como motivação extra a possibilidade de contratações de comissionados.

Mesmo antes de Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) assumir o mandato de Wilson Santiago (PMDB-PB) no Senado, já teve início uma corrida de peemedebistas pela Segunda-Vice-Presidência. Proporcionalmente, a vaga cabe ao PMDB, que deve submeter ao plenário o nome do substituto de Santiago. Politicamente, o posto é disputado por ser o segundo na linha sucessória do presidente, José Sarney (PMDB-AP). Os postulantes ao cargo também miram uma estrutura que, atualmente, permite 15 cargos de livre nomeação.

Desde que o ministro Luiz Fux desempatou o jogo no STF, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), já recebeu, ainda que indiretamente, duas candidaturas ao posto: os vice-líderes do partido Waldemir Moka (MS) e Vital do Rego (PB). “Assim que a saída do Wilson Santiago for pedida pela Justiça, teremos de submeter o nome à votação no plenário. Até aqui a movimentação tem ouriçado alguns vice-líderes”, diz um cacique peemedebista. Moka diz ser novato para pleitear o posto. “Não estou discutindo isso. Pato novo mergulha raso. Mesmo a saída do Wilson não é automática, tem um processo que ainda pode demorar algumas semanas”, diz o senador sul-matogrossense.

Além de Santiago, a mexida provocada pela decisão contrária à Lei da Ficha Limpa deixará vago um posto de suplente na Mesa Diretora do Senado. O posto é ocupado atualmente por Gilvam Borges (PMDB-AP), que dará lugar a João Capiberibe (PSB-AP). A vaga, no entanto, não ficará com o socialista e deve servir como prêmio de consolação a quem perder a disputa pela Segunda-Vice-Presidência. Em princípio, não há candidatos de olho no posto.

Espera – Na Câmara, será necessária a contabilização dos votos dos fichas sujas liberados pela Justiça para ter um quadro mais desenhado. Das saídas confirmadas, de professora Marcivânia (PT-AP) e Odacir Zonta (PP-SC), apenas a petista tem posto de indicação partidária. Ela ocupa a Terceira-Vice-Presidência da Comissão de Seguridade Social. Com a saída dela, o lugar será ocupado por Chico Dangelo (PT-RJ), Amauri Teixeira (PT-BA), Benedita da Silva (PT-RJ) ou Rogério Carvalho (PT-SE). Outra vaga que pode trocar de mãos é a Segunda-Vice-Presidência da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, hoje com Natan Donadon (PMDB-RO). O peemedebista aguarda a recontagem dos votos em Rondônia para saber se permanece deputado

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