Um dos nomes mais importantes do cinema brasileiro, o paraibano Vladimir Carvalho morreu na manhã desta quinta-feira (24), em Brasília. O cineasta de 89 anos estava internado após sofrer um infarto. Durante o tratamento, os rins pararam de funcionar e, por isso, foi ele submetido a hemodiálise. Ele não resistiu e faleceu hoje.
Nascido em Itabaiana, na Paraíba, em 1935, Vladimir figurava entre os nomes mais importantes do cinema brasileiro, tendo produzido mais de 10 documentários sobre temas da política e da história nacionais.
Ele completaria 90 anos em janeiro.
Vladimir Carvalho começou a carreira escrevendo críticas para os jornais A União e Correio da Paraíba. Foi corroteirista de Aruanda (1960), de Linduarte Noronha. Em 1962, na Bahia, foi assistente de produção da primeira fase de Cabra marcado para morrer (1984), de Eduardo Coutinho. De 1967 a 1971, fez seu primeiro longa-metragem O País de São Saruê. Em 1969, lecionou na Universidade de Brasília, onde realizou Vestibular 70 (1970). Em seguida, dirigiu Incelência para um trem de ferro (1972), A pedra da riqueza (1975), Brasília segundo Feldman (1979), O homem de areia (1981) e O Evangelho segundo Teotônio (1984). Em 1990 realizou Conterrâneos velhos de guerra e, em 2001, Barra 68. Lançou em 2007 o documentário O Engenho de Zé Lins, sobre o escritor José Lins do Rego.