Cientista político diz que eleição será decidida entre Agra e Cícero

Uma eleição decidida em segundo turno entre o atual prefeito de João Pessoa, Luciano Agra (PSB) e o senador Cícero Lucena (PSDB). Esta é a previsão feita pelo cientista político Jaldes Menezes para o pleito de outubro próximo na capital paraibana. O estudioso da política citou que o alto índice de rejeição do ex-governador deve ser um dos fatores preponderantes para que a postulação dele não "emplaque":

– As pesquisas mostram que Maranhão, apesar de ter um grande "recall", tem também uma grande rejeição. Além disso, no PMDB, esta candidatura não será defendida por todos. Já ficou claro com o manifesto de Manoel Júnior que o partido está dividido. A tendência é que a eleição fique polarizada entre o atual prefeito e o senador Cícero Lucena. Também não creio que seja uma eleição decidida em primeiro turno. Tudo indica que irá para o segundo turno.

Na última pesquisa Datavox, realizada entre 16 e 18 de dezembro, a rejeição expressada ao pré-candidato José Maranhão, do PMDB, foi de 18,9%. Em segundo lugar apareceu Cícero Lucena, com 17,3% e Luciano Agra veio em terceiro com 9%.

As declarações do professor Jaldes Menezes, da UFPB, foram feitas durante entrevista concedida no último Tambaú Debate do ano. Ele ainda afirmou que Luciano Agra tem mais condições de crescer na aceitação popular, tomando como base o resultado das pesquisas sobre aprovação à sua gestão:

– O caso de Agra é parecido com o de Gilberto Kassab em 2008. Ele disputou com Marta Suplicy e tinha uma aceitação grande à sua gestão, mas isso não se traduzia, na mesma dimensão, nas intenções de voto. Com o passar do tempo, o eleitorado simpático à administração de Kassab passou a demonstrar a vontade de votar nele e ele foi reeleito. Então, Agra tem uma aceitação boa e, teoricamente, um público alvo com tendência a transformar a simpatia por sua administração em intenção de voto.

De acordo com o Datavox, a gestão de Luciano Agra em João Pessoa é aprovada por 63,7% dos entrevistados. Outros 25,7% desaprovam e 11,1% não souberam ou não quiseram opinar.

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