Castro Pinto não tem instrumentos para aterrissagem de aeronaves

O senador Roberto Cavalcanti (PRB) fez alerta hoje no plenário do Senado Federal sobre os dados revelados no Relatório de Segurança Operacional 2008 da Agência Nacional de Aviação Civil. No documento, a Anac admite que o índice da segurança aérea do país é quatro vezes inferior à média mundial. No pronunciamento, ele também revelou a ausência de instrumentos de segurança no Aeroporto Castro Pinto, em João Pessoa.
 
Cavalcanti disse que faltam equipamentos de auxílio para pouso e decolagens de vôo em situação de baixa visibilidade e teto baixo. “Deve ser instalado um VOR – instrumento de rádio-navegação localizado em solo -, deve ser criado procedimento de descida e subida baseada em informações de satélites para ambas as cabeceiras da pista e ainda deve ser instalado PAPI/VASIS para auxílio visual para pouso na cabeceira 34”, listou o senador.
 
Ele acrescentou que também é necessário ampliar a área para manutenção de pronto atendimento na pista, construção de pista de táxi na pista 16/34 que possa ser utilizada como alternativa para pouco de emergência e mais equipamentos de raios-X.
 
Segundo ele, a maioria das capitais nordestinas já conta com os instrumentos. “A Paraíba tem todo o direito de sentir discriminada, posto que diversas capitais, como Natal, Recife, Salvador e Maceió, já contam com tais equipamentos”, acrescentou Cavalcanti.
 
“Estes equipamentos estão orçados a preços que variam entre US$ 700 mil e US$ 1,5 milhão. São valores módicos se compararmos com a tecnologia empregada e, sobretudo, se tivermos em mente a relação custo/benefício”, defendeu o senador.
 
Ele informou que proporá audiência pública em que sejam convocados os diretores da Anac para que seja informado o porquê da demora da instalação dos equipamentos de segurança no aeroporto de João Pessoa. 
 
Dados aterradores
 
Na audiência, o senador pretende também questionar quais providências estão sendo adotadas em relação à segurança na aviação civil. De acordo com os dados divulgados no relatório, enquanto a média mundial é de 0,4 acidentes para cada milhão de decolagens, no Brasil é de 1,76 por milhão.
 
“Esse diagnóstico aterrador levou a própria Anac a concluir, nesse relatório, pela necessidade de se promover uma urgente mudança na forma de gerenciamento de segurança”, declarou o senador.
 
Ele acrescentou que o cenário de insegurança “fica bastante cristalino quando observamos que o aeroporto de João Pessoa, capital da porção brasileira mais próxima da Europa, deixa a desejar quando o assunto é segurança de vôo”.
 
E concluiu: “Essa constatação, de que os níveis de acidentes aéreos fatais no Brasil estão acima do aceitável, se torna ainda mais grave se considerarmos que, dadas as dimensões continentais de nosso País, esse meio de transporte é fundamental para a integração nacional”.

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