Caso Fontineli será julgado nesta quinta pelo 2º Tribunal do Júri

O 2º  Tribunal do Júri da comarca da Capital julgará, nesta quinta-feira, 3, o caso de José Maria Fontineli, acusado de tentar matar a companheira, Tânia Maria Coutinho Cavalcante, no dia 4 de janeiro de 2004, com cinco tiros, dos quais apenas um a atingiu. O júri ocorrerá a partir das 9h no auditório Wilson Pessoa da Cunha, situado no térreo do Anexo Administrativo do Tribunal de Justiça da Paraíba, e será presidido pelo juiz Perilo Rodrigues de Lucena.

José  Maria Fontineli foi denunciado por tentativa de homicídio, nos termos dos artigos 121, §2º, incisos II e IV c/c (combinados com) o artigo 14, II e 61, I, alínea “e” do Código Penal. Segundo o juiz titular do 2º Tribunal do Júri, José Aurélio da Cruz, o julgamento havia sido agendado para 18 de novembro, mas não pode ser realizado.

O magistrado afirmou que “foi certificada a não ocorrência do Júri em face do não comparecimento do acusado ou do advogado de defesa e, por esta razão, foi decretada a prisão preventiva do réu para garantir a aplicação da lei penal”. Ele disse, também, que o réu encontra-se foragido, mas que, na ocasião, será defendido pelo advogado Felipe Negreiros.

De acordo com o inquérito, o acusado e a vítima mantinham relacionamento amoroso há cerca de cinco anos, quando resolveram morar juntos. Alugaram um apartamento, onde José Maria passou a residir com Tânia e suas duas filhas. O inquérito diz, ainda, que, passado algum tempo, José Maria teria começado a tratar mal umas das filhas da companheira, com grosserias e palavras de baixo calão, tornando, assim, a convivência insuportável para todos.

Por este motivo, a vítima resolveu se separar, alugando um apartamento situado no bairro do Bessa e se mudando com as filhas. Inconformado, José Maria adentrou no novo apartamento, às escondidas, para uma tentativa de reconciliação, mas como não conseguiu, efetuou os cinco disparos de calibre 38 contra Tânia, que foi atingida na coxa esquerda.

O procedimento policial afirma, ainda, que o acusado mantinha uma espécie de diário, onde escrevia ameaças à vítima e às filhas dela, bem como que se suicidaria.

Comentários

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.