Candidato do PCB diz que autorizou gravação, mas que estava sendo irônico

O candidato do PCB ao Governo da Paraíba cumpriu sua promessa e conversou no final da tarde de hoje com a jornalista Cláudia Carvalho sobre o episódio da gravação de uma conversa dele em que é citado o pagamento de R$ 400 mil ao presidente nacional do partido por causa da ação que cassou o mandato do ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB). Na conversa, Chico Oliveira afirma que a gravação é autêntica, mas que ele estaria brincando e fazendo ironia com o interlocutor que teria menosprezado sua condição de candidato ao Governo.

– A gravação existiu e fui em que mandei gravar porque tem um jornalista bajulador dos Cunha Lima de primeira hora que desde janeiro, achando que o manual da política cafajeste se aplica ao PCB, dizia que eu em hipótese alguma seria candidato a governador pelo PCB porque o partido estaria na folha de Maranhão.

Segundo ele, os jornalistas Rubens Nóbrega e João Costa presenciaram a gravação, além do ex-deputado Ramalho Leite, que estavam presentes ao momento da conversa, mantida no Café São Braz do Shopping Tambiá.

– O que eu disse foi uma ficção, uma ironia que eu fiz para ver se ele parava. Ele achava que eu não tinha capacidade de enfrentar as oligarquias da Paraíba. Ele deve estar a serviço de quem está ao lado dos Cunha Lima. Ricardo também conspirou para cassar Cássio e o advogado responsável pela ação foi nomeado na prefeitura de João Pessoa. Agora, é que eles romperam o acordo por causa do projeto pessoal de Ricardo de ser governador da Paraíba, com o apoio das oligarquias. Ele é que traiu o PCB. Nosso partido é honrado. Nós pedimos novas eleições na Paraíba.

Na entrevista, Chico Oliveira acusa Edvaldo Rosas de tê-lo procurado para propor a diminuição das críticas ao candidato do PSB ao Governo. Em troca, ele receberia benesses.

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