“Cade esse tal de sigilo que não apareceu?”, questiona Lula em comício

Em comício eleitoral de apoio à candidata Dilma Rousseff (PT), em Guarulhos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o uso eleitoral do quebra de sigilo de políticos tucanos pela campanha do candidato do PSDB, José Serra. Para o presidente, a exploração do caso, que colocou a filha de Serra, Verônica, como uma das vítimas do vazamento, é jogo "rasteiro" da oposição.

"O bicho anda com uma raiva eu não sei de quem. O programa está pesado, está baixando o nível, está rasteiro. É próprio de quem não sabe nadar, cai na água e fica se debatendo até morrer afogado", disse o presidente ao comentar a propaganda eleitoral de Serra, que nos últimos dias passou a criticar a quebra de sigilo de sua filha na TV. "Ninguém precisa tentar transformar a família em vítima. Cade esse tal de sigilo que não apareceu até agora? Cade esse vazamento? Mentira tem perna curta", questionou.

Lula disse ainda que quando os adversários começam a procurar culpados para seu próprio fracasso, é "evidente" que a campanha não vai bem. Para o presidente, a "loucura" dos tucanos é o êxito de seu próprio governo, liderado por um torneiro mecânico.

"É por isso que nosso adversário está nervoso, mas o importante é que o povo não gosta de ligar a televisão e ver gente nervosa", ironizou.

O discurso foi marcado por uma mudança de tom do presidente, que voltou a pedir votos para Dilma e para o candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante. Nos comícios anteriores, os petistas já tratavam Dilma como eleita no primeiro turno.

Avó. Dilma não compareceu a comício, pois estaria em Porto Alegre para acompanhar o nascimento de neto. O ato com a presença do presidente Lula foi divulgado na última quinta-feira, pela assessoria de Dilma, e mencionava a participação da presidenciável. A ausência da candidata foi justificada pelo mestre de cerimônia do evento como uma "causa lindíssima", de uma "mãe dedicada".

A candidata do PT ao Senado por São Paulo, Marta Suplicy, também criticou o uso do caso pela campanha de Serra. "Quem está na frente tem que estar blindado", disse, acrescentando que os paulistas, que eram chamados de conservadores, vão votar no PT e eleger Dilma e Mercadante.

 

Estadão
 

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