Branco atribui a ato político a revisão de fronteira entre Conde e Alhandra

Marcela Sitônio

O deputado estadual Branco Mendes (DEM) prevê um prejuízo mensal de R$ 100 mil para Alhandra, no litoral Sul paraibano, após a alteração da divisão territorial com o município do Conde, feita pelo Ideme. "Considero esse novo marco geográfico uma afronta ao município de Alhandra, que já sobrevive apertado com a queda de receitas do FPM. Além disso, agora perdemos duas fábricas para o Conde,  causando mais prejuízos para a população".
 
A disputa territorial entre Alhandra e o Conde vinha se arrastando desde 2005, quando chegou na Assembleia uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), alterando os limites entre os dois municípios.
 
Na última sexta-feira, a disputa foi resolvida, depois que o Governo do Estado, através do Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual (Ideme) identificou o marco geográfico entre as duas cidades paraibanas. A nova divisão deu ao Conde duas fábricas antes pertencentes à Alhandra: Mouriflex e Repet.
 
Branco acha que houve interferência política do prefeito do Conde, Aloísio Régis, para favorecer o município do Conde a partir do novo marco geográfico: "Como ele faz parte do atual governo e se acha o dono da situação, se locupletou desse poderio e pediu ao Ideme e Interpa que redefinissem os limites dos dois municípios", denunciou o democrata.

"Achei estranho que isso acontecesse porque, a pedido do prefeito do Conde,  criaram uma comissão com técnicos do Ideme e Interpa para redefinir os novos limites, sem que o muncípio de Alhandra fosse consultado", queixou-se Branco.
 
O deputado que já foi prefeito de Alhandra por dois mandatos, disse que está acionando sua assessoria jurídica para rediscutir a situação, juntando todas as leis que definiam os limites entre os dois municípios em questão.

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