Mário Tourinho

Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal


Bayeux pedindo restauração da Ponte Sanhauá?!… De novo?!…

Alguns amigos bayeuxenses comigo estiveram para sugerir-me um artigo em favor da histórica Ponte Sanhauá (ligação Bayeux-João Pessoa), cuja estrutura tanto atravessei em meu tempo de pré-adolescente.

Isto mesmo: – eu saía (a pé) da rua Capitão João Paredes (bem próxima ao ex-clube São Bento de Bayeux) e me dirigia até às proximidades da Igreja São Pedro (Centro Histórico de João Pessoa) transportando (em um tempo que praticamente não se falava em “quentinhas”) dois almoços – um para meu irmão Didi (agora nos céus) e o outro para um colega de trabalho dele, ambos vinculados a uma oficina de geladeiras, oficina esta de nome SOCIC.

Como adolescente continuei atravessando aquela ponte, sendo que nesse tempo já de ônibus, veículo que para subir a ladeira ao início da Rua da República, trecho em que havia a Fábrica Matarazzo, era um “Deus nos acuda!” Certa vez ficou sem freio… imaginem o desespero!… Mas, “Deus nos acudiu” e todos os passageiros saímos sem lesões!

Estas rememorações foram aqui registradas para ficar claro que bem conheço a Ponte Sanhauá, fechada ao trânsito já há muitos anos. E agora quando alguns amigos bayeuxenses  procuram-me para sugerir a elaboração e consequente publicação de um artigo em favor de sua restauração, a eles perguntei: – Como?!… Por que?!… Essa restauração não já está sendo feita desde maio, pelo Governo do Estado, através do DER?!

Foi esclarecido, então, que a restauração que o DER está procedendo “É na outra ponte, a ponte dentro do bairro Ilha do Bispo, que também está sobre o rio Sanhauá!”.

Feito este esclarecimento, aí, sim, entendi ser pertinente, muito pertinente mesmo, que os bayeuxenses e, claro, a Prefeitura de Bayeux estejam reivindicando que o Governo do Estado (e até envolvendo também a Prefeitura de João Pessoa porquanto se trata de uma estrutura que de igual modo contempla a capital paraibana) que abrace a realização de ações para a restauração da histórica Ponte Sanhauá! A propósito desta questão, devo dizer que não sei em que nível político-partidário estão as relações da prefeita de Bayeux, Luciene Gomes, com o governador do estado, João Azevedo. Sei, entretanto, que ambos corretamente encaram as necessidades de ações governamentais sob o olhar puramente institucional, deixando de lado, portanto, questiúnculas da política com “p” minúsculo. Torço, pois, que a prefeita Luciene Gomes o quanto antes requeira uma audiência com o governador João Azevedo cuja pauta inclua a restauração da histórica Ponte Sanhauá. E este termo “histórica”, aqui registrado, mais ainda é aplicável a essa ponte, vez que ela já está tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba.

Inicialmente se impõe que esclareça o significado da sigla AMJO: -Associação dos Moradores do Jardim Oceania, daqui de João Pessoa, cujos integrantes têm como maior característica a defesa do meio ambiente. E “maceió do Bessa” corresponde a uma espécie de lagoa temporária e cíclica advinda de uma desembocadura do rio Jaguaribe, cuja área fica ao início da avenida Afonso Pena (bairro do Bessa) obviamente com o olhar em direção ao mar – quer dizer, à beira-mar, em frente a uma estação da Cagepa!

Pois bem! Sábado recente (dia 16) a AMJO e (seus) anjos de defesa do meio ambiente realizaram um ato público ecológico em prol da preservação do “maceió do Bessa”, denunciando irregularidades na ocupação do local, assim como desmatamento, despejo de lixo etc.

Lá, nesse ato público realizado por iniciativa da AMJO, estiveram duas a três dezenas de pessoas com “apitaço” para chamar a atenção dos transeuntes e portando cartazes com chamadas tipo “salve o Maceió do Bessa”, “sai lixo, entra planta”, “se diminui o verde, aumenta o calor” etc.  Também lá esteve uma equipe de fiscalização ambiental, da Prefeitura de João Pessoa, equipe esta que nós– embora à distância, como estávamos –  podemos perceber que, além de fotografar vários ângulos do local, essa equipe conversava – como que levantando sugestões – com as pessoas que participavam daquele ato público ecológico.

Nessa nossa observação percebemos a ausência do diretor de paisagismo da SEDURB, Jair Soares, que é um funcionário público exemplar e que já tem tido muitos contatos com os integrantes da AMJO, diretamente participando de iniciativas e eventos que esses mesmos anjos têm promovido em relação aos espaços denominados “Eco Praça” e “Eco Bosque”, do Jardim Oceania! Registramos e lastimamos essa ausência – que não sabemos se dela Jair Soares teve conhecimento – porque a AMJO agrega um grupo com a característica que o prefeito Cícero Lucena advoga que a tenha, qual seja, a de não só esperar a ação governamental, mas, também, de tomar a iniciativa de contribuir para que os resultados esperados ocorram. A propósito, assim também age um outro grupo, este no bairro do Bessa, isto em relação a dois espaços existentes ao lado do Terminal de Integração daquele bairro, um deles denominado Bosque das Corujas e no qual referido grupo, por ele mesmo – obviamente bancando os respectivos custos – já instalou até uma caixa d´água na referida área!

Voltando ao tema específico do “maceió do Bessa”, nossa expectativa é a de que, através da Diretoria de Paisagismo da SEDURB-JP, articulada com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, encontre-se uma solução, em forma de projeto com imediata execução, para que naquele lugar não só seja trabalhada a preservação do meio ambiente, mas, igualmente, criadas condições paisagísticas inclusive para os que passam pela avenida Afonso Pena, já a partir dela, vislumbrem tanto a beleza desse local quanto a beleza do mar!

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