Ato público cobra justiça por assassinatos de MCs em João Pessoa

Na próxima terça-feira (4), será realizado um ato público, a partir das 14h, na Lagoa, em protesto às mortes de Johnatan Felipe, o Djohny MC, encontrado morto nesta terça-feira (28) e Gacs Lima, Gacs MC, encontrado no dia 24/07.

Johnatan Felipe foi raptado em Santa Rita, no bairro onde residia a sua mãe. Era pai de duas crianças e cursava Administração na UNIPÊ. Mano Gacs tinha um filho de três anos, e morava no Castelo Branco, em João Pessoa.

Nesta quinta-feira (30), Mezak Queiroz, o MC Loco, que estava desaparecido, foi localizado no Hospital de Emergência e Trauma, onde deu entrada depois de ser atropelado.

Os MCs participavam de “batalhas”, movimento cultural que ocorre em praças públicas, com apresentações de danças e músicas de hip hop.

Em nota, o presidente estadual do PSOL, Tárcio Teixeira, disse que não pode afirmar que existe relação entre as mortes, mas que é preciso cobrar justiça.

Confira a nota:

O Racismo Estrutural e a morte da juventude não para em tempos de Pandemia. Três Mcs mortos em João Pessoa em cinco dias: dois assassinados, Gacsiliano Leite ( em 24/07/2020) e Johnatan Felipe (em 28/07/2020), Gacs MC e Djohny MC; e Mezak Queiroz, MC Loco, que estava desaparecido e apareceu supostamente atropelado no Hospital de Trauma.

Por onde passo tenho dito da importância das batalhas, as entendo como o que existe de mais rico em mobilização e organização da juventude em nossa Capital. As batalhas de MC’s da Paraíba tem ocupado os espaços públicos e fortalecido a cultura negra. Infelizmente temos visto muita perseguição e tentativas de acabar com as batalhas, mas felizmente a reação sempre agrega e elas não só resistem como se ampliam.

Não sabemos qual, e se existe, relação entre as mortes dos MC´s, nem se estão conectadas com antigas perseguições e criminalização vividas nas batalhas. O que sabemos é que estes assassinatos estão conectados pelo Racismo Estrutural que ataca diariamente a negritude, as pessoas e sua cultura.

Exigimos justiça. Nenhuma linha de investigação pode ser descartada. Assim como não esquecemos o assassinato do estudante Clayton Tomaz de Souza, conhecido como Alph, por isso protocolamos pedido de audiência ao Governo do Estado da Paraíba (até agora não tivemos sua realização), também exigimos atenção e celeridade nas investigações das mortes de Gacsiliano, Johnatan e Mezak, exigimos justiça.

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