Allysson Teotonio

Jornalista, publicitário e fotógrafo


As curvas da Estrada de Temer

Se você pretende saber quem eu sou

Eu posso lhe dizer 

Entre no meu caminhão na Estrada de Temer

E você vai me conhecer 


Você vai pensar que eu 

Não gosto nem mesmo de mim 

E que na minha idade 

Só a velocidade anda junto a mim 


Só ando sozinho e no meu caminho 

O tempo é cada vez menor 

Preciso de ajuda, por favor me acuda 

Eu vivo muito só 


Se acaso numa curva 

Eu me lembro do meu mundo 

Eu piso mais fundo, corrijo num segundo 

Não posso parar 


Eu preferi as curvas da Estrada de Temer

Onde eu tentaria esquecer 

Um amor que eu tive e vi pelo espelho 

Na distância se perder 


Mas se o amor que eu perdi 

Eu novamente encontrar

As curvas se acabam e na Estrada de Temer

Não vou mais passar 

Não, não vou mais passar.


Este desabafo é de Arlindo Orlando, um caminhoneiro arrependido e incompreendido.

Hoje, de faróis baixos, ele admite que era melhor ter ficado com a mulher, que não deveria ter abandonado-a na estrada. 

A relação dos dois nunca foi fácil, é verdade. Aliás, jamais seria. Cá pra nós, eu também acho que ela foi culpada. Não soube administrar a crise. Mas isso é outra história, deixa pra lá. O que passou, passou. O tempo não volta mais.

O que interessa agora é olhar pra frente. É fazer uma reflexão para não errar de novo. Ficou a lição. Arlindo Orlando se arrependeu de não ter, pelo menos, tentado viver mais com ela. Sobretudo porque, no fundo, no fundo, ele sabia que não seria pra sempre.

E por essa razão, escreveu esta canção. Para sua Dilma, com carinho.

As curvas da Estrada de Temer

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