Pastor Estevam

Pastor da Primeira Igreja Batista de João Pessoa. Pscicólogo clínico, escritor, conferencista motivacional. Casado com Dra Aurelineide, e pai de Thayse e André.


Artesãos da paz

Estevam Fernandes

 

Nosso cotidiano é um “laboratório” onde nossas vivências vão sendo processadas e aperfeiçoadas. Na verdade, é no dia a dia que a nossa vida vai sendo construída. É no cotidiano, no útero dos nossos encontros e desencontros, celebrações e prantos, que os sentimentos nascem e se alojam no coração e, por meios deles, a vida flui e se revela através das nossas atitudes, nossos gestos, escolhas e decisões. Quando tomamos uma decisão, alteramos o nosso futuro.

Na esteira do cotidiano, as experiências vão surgindo, dando forma e sentido à existência. Uma das mais indispensáveis condições para uma vida saudável é a experiência da paz. Como devemos agir para que a paz seja uma realidade no nosso dia a dia? Eis uma questão vital que teremos que lidar, se quisermos viver bem. Deveríamos nos tornar em artesãos da paz. Conhece-la, é viver com qualidade; promovê-la, é viver com dignidade. A escolha é nossa.

O primeiro e o mais importante passo para que a paz seja uma realidade é o desejá-la. A paz será sempre o resultado de uma decisão pessoal. Consciente. Diz um dito popular: “quando um não quer, dois não brigam”. Neste sentido, a primeira chance para a paz depende de nós mesmos. O sábio e inspirador apóstolo Paulo pede: “ O quanto depender de vós, tende paz com todos”. É preciso pois que cada um de nós tome a sua decisão: Eu quero viver em paz! Eu vou promover a paz!

Um segundo passo fundamental para a construção da paz tem a ver diretamente com as pessoas que afetam a nossa existência. É necessário que nos afastemos de todos aqueles que são contenciosos, invejosos, maldosos, amantes da discórdia. Algumas pessoas se alimentam de contendas, são semeadoras de conflitos, sentem-se mal quando vêm alguém alegre e feliz. São uma ameaça à paz. Livre-se delas!

A paz não é um acontecimento “mágico”, que se dá de repente, à revelia da nossa vontade. Ela é construída no dia-a-dia, de maneira quase artesanal, através de gestos simples como um olhar, um abraço, um reconhecimento, uma palavra amiga, um pedido de perdão. Esses gestos simples do cotidiano se transformam em “fertilizantes” que alimentam a semente da paz e a fazem crescer e se fortalecer dentro de nós.

Como a história da nossa vida é a história das nossas decisões, precisamos tomar uma importante e crucial decisão: tornar a nossa vida um instrumento da paz. Há uma promessa bíblica para aqueles que assim procedem: “ felizes os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”. Não basta apenas querer a paz, ou mesmo, evitar pessoas contenciosas; é imprescindível que nos tornemos apóstolos da paz e arautos da reconciliação.

Somos todos co-responsáveis pela construção de um mundo melhor. A restauração do “Éden” perdido e o aniquilamento da serpente contenciosa e do veneno que ela carrega em si é também uma tarefa de cada um de nós. Quem exala violência e morte não pode contar conosco. Somos parceiros de Deus e a paz é uma das maiores expressões da presença d’Ele em nós. Não por acaso Jesus se apresentou ao mundo como o “ Príncipe da Paz”.

Somos artesãos da paz! Viver com dignidade é colocar a vida a serviço da não violência; é transformar a existência não em qualquer estímulo às contendas, mas numa semente e num instrumento da paz. Ela nunca será uma realidade coletiva, enquanto não for uma experiência individual. “ Felizes os pacificadores, eles serão chamados filhos de Deus”.

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