Rômulo Soares

Corretor de Imóveis, Administrador de Empresas, Advogado e Jornalista. Pós Graduado em Direto e Processo do Trabalho pela Gama Filho-RJ e Direito Difuso, Coletivo e Ministério Público pela FESMIP-PB. Atualmente Presidente do CRECI-PB.


Aquecimento no mercado imobiliário

Mesmo com o fraco desempenho da economia brasileira(no novo Governo) e com o “Programa Minha Casa, Minha Vida” praticamente parado, o mercado imobiliário tem apresentado um certo aquecimento em função dos investidores que resolveram apostar na evidente baixa dos preços dos imóveis, em grandes centros urbanos, para lucrar no futuro próximo.

Seja para usufruto próprio ou como investimento, os compradores de imóveis estão aproveitando o momento de desaquecimento na economia do País para aplicar parte de suas economias, conforme atesta a elevação, mesmo discreta, das vendas.

De acordo com levantamento realizado pelo portal ZAP, o percentual de brasileiros que compraram imóveis foi elevado em quatro pontos percentuais nos últimos cinco anos. Passou de 10% em 2014 para 14% nos primeiros três meses de 2019. Isso indica que há um sinal de melhora no setor imobiliário.

É bom para o Brasil e melhor, ainda, para quem está apostando na recuperação da economia, via setores imobiliário e da construção civil, os que mais empregam depois do agronegócio.

Na visão dos economistas e do próprio Governo, o sinal positivo aferido pelo índice Fipe/ZAP, no setor imobiliário, tende a se consolidar e a aumentar ainda mais a partir do segundo semestre deste ano, com reais chances de atingir outros setores da economia brasileira. Melhor será se o Governo retomar, como promete, os financiamentos do Programa “Minha Casa, Minha Vida”. Recentemente, o Governo anunciou aporte de R$ 900 milhões para retomar as obras em todo o País.

O ZAP é um portal especializado em imóveis e constatou o aumento de 14% na venda de imóveis este ano ao fazer uma enquete com quase 4,5 mil usuários. O ZAP perguntou a exatos 4.484 usuários se eles tinham comprado um imóvel nos últimos 12 meses. Resultado: 63% disseram que sim e que vão morar nas casas ou apartamentos que adquiriram.

Os outros 37% responderam que compraram imóveis como forma de investimento. Como indício de que o setor está, realmente, entrando em aquecimento, e pode continuar assim, 29% das pessoas disseram interessadas na compra de um imóvel e afirmaram que devem(ou podem) comprar até o fim de junho, mesmo eles achando que os preços dos estão ainda um pouco altos.

Se potenciais compradores estão achando elevados os preços dos imóveis, e mesmo assim demonstram interesse na compra no mês de junho, é sinal de que o segundo semestre promete um maior aquecimento nas vendas. Oxalá isso aconteça e que o Brasil volte a crescer com a geração de empregos.

Aquecimento no mercado imobiliário

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