Dom Manoel Delson

Dom Manoel Delson cursou Filosofia e Teologia em Nova Veneza (SP) e no Instituto de Teologia da Universidade Católica de Salvador (BA). É licenciado em Letras e tem Mestrado em Ciência da Comunicação Social, em Roma, na Pontifícia Universidade Salesiana. É Arcebispo da Paraíba.


Apóstolos: sinais luminosos da Verdade de Cristo

A grande Festa dos Apóstolos São Pedro e São Paulo é um urgente convite à adesão da verdade: “O testemunho de amor e de fidelidade dos Santos Pedro e Paulo ilumina os pastores da Igreja, para conduzir os homens à verdade, formando-os na fé em Cristo” (Papa Emérito Bento XVI). Existe um costume muito bonito de, na ocasião dessa Festa, o Santo Padre impor o Pálio sobre os Arcebispos recém nomeados pelo mundo.

O que significa o Pálio? É uma vestimenta litúrgica muito antiga. Trata-se de um faixa de lã branca que o uso cabe somente aos Papas e os Arcebispos Metropolitanos. Os novos pálios são colocados em uma urna diante do Túmulo de São Pedro e, no dia 29 de junho, é entregue pelo Papa aos novos arcebispos nomeados durante o ano. Eu recebi o Pálio em 2017, das mãos do Papa Francisco, depois de ser nomeado para a missão e o governo da Arquidiocese da Paraíba. Segundo o nosso Papa Francisco: “O pálio recorda a ovelha que o Pastor é chamado a carregar aos ombros: é sinal de que os Pastores não vivem para si mesmos, mas para as ovelhas; é sinal de que, para possuir a vida, é preciso perdê-la, dá-la.” Eis aqui o desafiante e jubiloso exercício que me cabe na condução da porção do Povo de Deus presente nos mais diversos lugares/expressões da nossa Arquidiocese.

Os Apóstolos celebrados neste dia, bem como os demais Apóstolos da Igreja, confiaram absolutamente na promessa de Jesus: “o poder do inferno nunca poderá vencer a Igreja” (Cf. Mt 16,18). A Igreja, conduzida pelos Pastores, tem sempre garantias futuras e as tem porque anuncia Jesus Cristo a partir da exigência da Verdade. A Igreja não poderia se sustentar historicamente sem o exercício dessa exigência tão posta de lado, como nos dias atuais.

O humilde Pescador da Galileia e o Apóstolo das nações são testemunhos luminosos de fidelidade ao Evangelho de Cristo nos dias tão dolorosos que estamos passando. Eles nos ensinam a construir nossas vidas e sociedades na rocha da Verdade. São como luzeiros, propondo-nos, incansavelmente, as virtudes da fé, esperança e caridade como medida do seguimento fiel a Nosso Senhor. Com toda a Igreja, neste dia, renovemos o nosso compromisso de fé e coragem com a mesma fé e entusiasmo dos Apóstolos da primeira hora do cristianismo primitivo, que livremente entregaram suas vidas em favor do anúncio da Verdade de Cristo, sempre em favor dos homens e mulheres de todos os tempos.

Comentários