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Após dois dias no IML, “Tio Paulo” é enterrado sob forte comoção de parentes

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O corpo do idoso Paulo Roberto Braga, de 68 anos, levado por Erika de Souza Vieira Nunes a uma agência bancária na última terça-feira para fazer um empréstimo de R$ 17 mil, foi sepultado na manhã deste sábado, no Cemitério de Campo Grande, na Zona Oeste. Paulo foi velado na capela 1 do local, e a cerimônia durou cerca de 40 minutos. Depois, os parentes, que não quiseram conversar com a imprensa, seguiram em cortejo.

Durante o enterro, um pastor também fez orações para Erika, que está presa preventivamente. O corpo permaneceu por quase dois dias no Instituto Médico-Legal (IML), aguardando o envio de documentação de parentes para que fosse feito o sepultamento social solicitado por seus familiares à prefeitura do Rio. A declaração de sepultamento foi assinada por uma sobrinha de Paulo Roberto, Ana Fátima. Cerca de 15 pessoas acompanharam o enterro.

Advogada de Erika, Ana Carla de Souza Corrêa afirmou que os parentes acreditam na inocência de Erika, que está presa preventivamente e está usando forte medicação para tratar uma depressão. Eles acreditam que isso tenha alguma influência no desenrolar da situação, mas descartam qualquer possibilidade de uma tentativa de golpe.

— Ela não era uma cuidadora dele, existe de fato uma ligação familiar entre eles. Se ela quisesse ter praticado um golpe, seria mais fácil ter assinado uma procuração e isso não aconteceu. E essa história de que ele passava por dificuldades para se manter é mentira. É uma família pobre, mas ele nunca precisou da ajuda de vizinhos para se alimentar — afirmou.

Comovida pela história que teve conhecimento pelas redes sociais, a pedagoga Cláudia Dias resolveu ir ao enterro para dar apoio a família neste momento difícil.

— Moro aqui no bairro e me sensibilizei pela história e resolvi acompanhar o enterro. Não conhecia ele nem ninguém da família, mas resolvi aparecer — disse Cláudia.

Uma investigação da 34ª DP (Bangu) busca esclarecer mais detalhes sobre o episódio, entre eles se há mais envolvidos. Em depoimento à polícia, Erika disse que ela e Paulo eram vizinhos e que, a pedido dele, saíram de casa no dia 16 de abril para pegar o dinheiro no banco, que fica a 400 metros dali. O delegado que investiga o caso, Fábio Luiz da Silva Souza, da 34ª DP (Bangu), diz que entre os dias 15 — quando o idoso teve alta da UPA onde estava internado há uma semana — e 16 de abril, Érika esteve com ele em três instituições financeiras em busca de crédito.

Além de agências do Itaú e do BMG, ambas em Bangu, os dois teriam passado ainda, segundo o delegado, em uma filial da Crefisa, cuja localização não foi revelada. Foram identificadas também tentativas de compra de celulares. A polícia pediu a quebra do sigilo bancário para saber se outras movimentações na conta de Paulo Roberto foram feitas anteriormente.

Causa da morte

A broncoaspiração é a causa da morte de Paulo Roberto Braga. A condição se dá quando o conteúdo do estômago — normalmente suco gástrico com ou sem restos alimentares — é aspirado e entra nas vias respiratórias. Entre os sintomas que podem ser observados estão: tosse, engasgo, falta de ar e sufocamento. Segundo o laudo cadavérico, produzido pelo IML, a aparência dele era a de um “homem caquético”, ou seja, enfraquecido e debilitado.

Véspera da morte

Na última segunda-feira, dia anterior à morte, Paulo recebeu alta da UPA de Bangu, onde estava internado há uma semana com pneumonia. No prontuário hospitalar, há a informação de que ele chegou à unidade com dificuldade de andar, de falar e com pressão baixa. No hospital, o idoso precisou de aparelhos para ajudar na oxigenação.

Há o registro de que ele havia “apresentado engasgos, mantendo alimentos na cavidade oral”. Além disso, ele estava “desorientado, pouco responsivo e com pouca interação com o examinador”. O registro de engasgos é recorrente em todo prontuário desde o dia 8, quando o idoso chegou à Unidade de Pronto Atendimento.

Horas antes da morte

Imagens de câmeras de segurança mostram Érika andando pelo Shopping Real, em Bangu, com o idoso perto das 12h50. Ele chegou a ficar sozinho na cadeira de rodas por duas vezes, no meio do centro comercial. Perto da entrada do estabelecimento, ele parece estar orientado e levanta o braço esquerdo na direção da porta de vidro.

Ele mexe a cabeça e olha para um homem que passa pelo local e parece parar para falar com eles. Uma pessoa que não quis se identificar afirmou que conversou com uma funcionária de uma agência financeira e soube que o idoso estava com a aparência fraca, mas que chegou a tomar um café. A polícia afirma que Erika e Paulo teriam visitado três instituições financeiras em busca de crédito.

 

 

 

O Globo Online

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