Anísio Maia: “MDB recebe fatura do golpe e ficará do tamanho de Temer”

O deputado estadual Anísio Maia (PT) esteve afiado na tarde desta quarta-feira (11), em sessão da Assembleia Legislativa da Paraíba. O petista afirmou que os partidos que apoiaram o golpe parlamentar contra a presidenta Dilma começaram a receber a fatura política para arcar com as consequências, principalmente o MDB, partido de Michel Temer.

“O partido que comandou o golpe foi justamente o mais prejudicado pela evasão de parlamentares com a janela partidária”, afirmou Anísio. A janela partidária foi o período encerrado no último sábado (7), no qual os parlamentares puderam trocar de partidos sem sofrerem sanções por infidelidade partidária. Por ironia, este artifício foi criado por Eduardo Cunha, do MDB-RJ, enquanto presidente da Câmara dos Deputados.

Anísio Maia destacou que esta é a primeira vez na história da República que um partido é alçado ao poder e diminuiu seu tamanho. E ainda acrescentou: “O MDB está destinado a ter um passado pelo frente. Hoje paga a conta política pelo golpe contra a democracia e contra o povo brasileiro. Afinal, quem quer ficar perto de Michel Temer e seu partido nestas eleições?”

Na Paraíba, de acordo com Anísio Maia, os prejuízos do MDB são ainda mais visíveis: “Em nosso estado o desastre é ainda maior. O partido que antes hegemonizava a política local se tornou de terceira grandeza. Antes, governaram o estado, tinham senadores, a maioria das bancadas de deputados federais e estaduais e hoje ficou reduzido em apenas um cacique sem índios”, disparou.

Para Anísio Maia o estilo de fazer política representado pelo MDB, sem ideologia, sempre ao lado de quem estiver no governo, sem propostas e cobrando caro pelo apoio parlamentar, tende a sofrer reveses em um cenário de intensa polarização.

“Quando as urnas forem abertas o MDB ficará do tamanho de Michel Temer. Perderá governos de estados importantes, como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, e nem mesmo a sua longa tradição de fisiologismo o preservará do destino merecido a todos os partidos golpistas. Inclusive, voltaram a usar a sigla MDB, o que vem a calhar, porque é assim que eram chamados na ditadura. Como diria um velho alemão, a história se repete, primeiro como tragédia e depois como farsa”, concluiu.

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