Anísio defende unidade do PT pela candidatura de Cartaxo a prefeito

Em entrevista à imprensa, o deputado estadual Anísio Maia afirmou que uma eleição interna no partido levará o PT a uma unidade inédita. “Sugeri a várias lideranças do partido que uma eleição fosse realizada entre os filiados, e ela está sendo aceita pouco a pouco”, disse. Ele acredita que o partido já chegou a um consenso: o de que a harmonia entre os filiados do partido é fundamental para o sucesso nas eleições de 2012. Atualmente, o partido encontra-se dividido, parte dos petistas apóia a reeleição do prefeito Luciano Agra e a outra acredita que o deputado estadual Luciano Cartaxo é a melhor opção para a Capital. Porém, segundo Anísio, a tese de candidatura própria leva ligeira vantagem no momento.

O deputado revelou que está buscando estabelecer o princípio da democracia interna no PT. “Queremos compromisso. Quem perder terá que aceitar a posição vencedora. Vamos assinar uma carta compromisso entre todos os líderes do partido. Acredito que com isso vamos resolver o grande problema do PT hoje que é essa discordância interna. Ainda vou tentar convencer algumas pessoas, como o deputado federal Luiz Couto, de que o melhor candidato para o partido em João Pessoa é Luciano Cartaxo. Mas, vou devagar. Primeiro quero implantar este princípio no PT, o princípio da democracia”, afirmou.

Já sobre a questão dos grampos eletrônicos descobertos na Presidência da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Anísio Maia disse que já vinha denunciando uma sucessão de atos de "espionagem" aos parlamentares do Estado. “É lastimável. A Paraíba certamente vai figurar na imprensa nacional com mais uma notícia ruim. Eu já havia denunciado que estava sendo vítima de um sistema montado no Estado para investigar oposicionistas, e agora, até situacionistas. É preciso uma investigação profunda. Há algum tempo venho sentindo que não podemos falar em alguns assuntos. Primeiro denunciei a questão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), depois o possível tráfico de influência no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), e também mencionei a auditoria no rombo das contas da Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa). Depois disto, setores ligados ao governo buscaram captar informações sobre mim em vários lugares onde trabalhei. Agora vem esta questão do grampo. Será que isso também será jogado em baixo do tapete? Nesse caso seria leviano de minha parte dizer sem provas, e até injusto, que isso está vindo por parte do Governo. Mas, o fato é que é preciso aprofundar o inquérito até o fim para descobrir”, disse.

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