Mário Tourinho

Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal


Amor de mãe… Amor ao próximo… Amor à pátria!

Nestes recentes dias (mais exatamente à noite) boa parte da população brasileira esteve bem ligada aos capítulos finais da novela “Amor de Mãe”, da Rede Globo de Televisão. E esta parte da população emocionada acompanhou a demonstração de amor de uma mãe, na novela correspondendo à personagem interpretada pela atriz Regina Casé, personagem esta de nome Lurdes (Lurdes, assim, no jeito bem brasileiro, e não o Lourdes francês).

Essa emoção está, pois, mais originada pelo amor de uma mãe (Lurdes) que, mesmo arrodeada e extremamente dedicada à(o)s outro(a)s filho(a)s, é incansável na procura, já há uns vinte anos, do filho que dela tiraram quando pequenino. E a cada vez que é mostrada essa exemplar mãe, mais emocionante fica o respectivo momento com o fundo musical através da canção interpretada por Maria Bethânia, de título “Como estará o meu amor”: – “Como esta noite findará/ E o sol então rebrilhará/ Estou pensando em você/ Onde estará o meu amor?!”.

Mas, a mensagem de “Amor de mãe” extrapola o círculo restrito de família. Essa mensagem exorta o amor em sua dimensão maior, portanto naquela infinidade que Jesus recomendou: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”! E como todos sabemos, Jesus nos amou e ama indistintamente, em uma dimensão que até chegamos a dizer que “Deus é brasileiro”, ou seja, ama a todos e a cada um sem distinguir quem de direita, quem de centro, quem de esquerda.

Essa novela “Amor de mãe” concita-nos a tal compreensão e, consequentemente, a sermos solidários uns com os outros, constituindo, portanto, uma real Nação… Nação que significa uma unidade em relação aos objetivos fixados na Carta Magna do país! Quer-se a exaltação e a efetividade do amor entre as pessoas de uma mesma Nação, como a Nação Brasileira! Quer-se união, quer-se harmonia, mesmo que hajam individualidade que precisam ser respeitadas e que não sejam prejudiciais a outrem. Lembremo-nos, pois, de uma das imagens da novela, a imagem em que a mãe, Dona Lurdes, abraçando e abraçada a todos os filhos logo após o encontro com o filho que procurara há tanto tempo e diante de comentários de uns deles quanto às desavenças causadas, no seio familiar, pela “mãe falsa” (outra personagem da novela), Lurdes ressalta: – “Ô, meus filhos, deixa isso pra lá! Toda família tem seus defeitos e suas virtudes. O importante é que a família esteja unida!”. E isto é evidenciado com o fundo musical da canção “É”, de Gonzaguinha, enaltecendo:

– “É! A gente quer valer o nosso amor/ A gente quer valer nosso suor/ A gente quer valer o nosso humor/ A gente quer carinho e atenção/ A gente quer calor no coração/ A gente quer suar, mas de prazer/ A gente quer é ter muita saúde/ A gente quer viver a liberdade/ A gente quer viver felicidade/ A gente quer viver pleno direito/ A gente quer viver todo respeito/ A gente quer viver uma Nação/ A gente quer é ser um cidadão”.

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