Alexandre Frota protocola pedido de abertura de CPI da facada: “Foi armação”

O deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) protocolou nesta 2ª feira (13) o pedido de abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a facada contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 2018. “Bolsonaro tinha 8 segundos de televisão e passou a ter 24 horas. Foi na facada que ele ganhou as eleições”, disse o deputado ao Poder360.

Alexandre Frota disse que tomou a decisão de pedir a abertura de CPI após assistir ao documentário “Bolsonaro e Adélio – Uma Facada no Coração do Brasil”, do jornalista Joaquim de Carvalho, na TV 247.

“Estou convencido de que foi uma armação. Aproveitaram a doença que esse sujeito [Adélio Bispo, autor da facada] tinha na época e criaram essa narrativa do atentado. Ele [Bolsonaro] foi de oito segundos de TV para 24 horas de Tv”, tuitou Frota.

O documentário, realizado através de financiamento coletivo dos assinantes e apoiadores do Brasil 247, demonstrou todos os furos do episódio usado por Jair Bolsonaro (Sem partido) na disputa presidencial de 2018 para fugir dos debates e assim se tornar presidente da República sem ser confrontado.

O filme, de uma hora e 44 minutos, demonstra, com riqueza de detalhes, todas as inconsistências da história oficial, que vem sendo contada aos brasileiros desde então.

Joaquim de Carvalho demonstra como Adélio Bispo de Oliveira era um militante de direita que esteve no mesmo local em que Carlos Bolsonaro (Republicanos) havia estado dois meses antes do episódio.

O documentário revela ainda como os seguranças de Bolsonaro protegeram Adélio e depois foram promovidos em cargos no governo, como os prontuários foram escondidos e o caso usado como arma de propaganda para eleger o atual presidente.

Neste domingo (12), Carlos Bolsonaro classificou o trabalho como “fake news”. “Teremos inquéritos ou algo na linha que qualquer um tem visto?”, perguntou.

Comentários

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.