AL discute amanhã a greve dos delegados, agentes, escrivães e defensores

A Assembleia Legislativa da Paraíba realiza nesta terça-feira, 27, 10 horas, sessão especial proposta pelo deputado Romero Rodrigues, com a finalidade de discutir a situação da Polícia Civil, mais precisamente dos delegados da corporação, agentes, escrivães, além dos defensores públicos que também estão em greve. Participarão da sessão os defensores públicos, os delegados e os peritos do IPC, que já confirmaram presença. Romero assinala “a falta de interesse do Governo Maranhão em negociar com as categorias e descaso com a segurança pública”.
 
Três tendas acomodam os grevistas da Policia Civil (delegados e agentes) e defensores públicos, na Praça João Pessoa, na capital do Estado, enquanto eles deveriam estar trabalhando nos seus postos de trabalho, “exatamente pela falta de apoio do governo estadual a essas categorias, que prestam relevantes e indispensáveis serviços à sociedade, e estão sendo desprestigiadas”. O parlamentar havia sido procurado pelos delegados Isaias Olegário e Nilo Tavares, que falou em nome de todos, e prontamente confirmou a presença.
 
Romero disse que está solidário aos delegados da Polícia Civil que estão em movimento grevista, “em razão da omissão do Governo do Estado em atender às reivindicações dos policiais que prestam relevantes serviços à sociedade, mas estão sendo ignorados pelo governante estadual”. O parlamentar acentua que a sua proposta além de ser solidária aos delegados, é uma forma de se abrir espaços e buscar apoios junto ao Poder Legislativo visando o fortalecimento e o atendimento dos pleitos dos delegados.
 
O vice-presidente da Adepdel (Associação da Defesa das Prerrogativas dos Delegados de Polícia Civil), Stepherfeson Nogueira, garantiu “a categoria está indignada. Temos hoje o pior salário do Brasil. E afirmo que a greve está desencadeada, pois o descontentamento da categoria é geral”. A categoria reivindica equiparação salarial com os delegados de Polícia do Nordeste, cujo piso alcança hoje R$ 9.500 mil e o retorno da gratificação de 100% do risco de vida.
 
O delegado lembra ainda que o aumento salarial dos delegados da Polícia Civil que ganham hoje, em média R$ 5.300 mil é escalonado até 2011. Na última greve dos delegados da Polícia Civil mais de cinco mil inquéritos deixaram de concluídos e outros dois mil não foram sequer abertos. As delegacias do Estado estão com as atividades paralisadas. O comando de greve anuncia que cerca de 85 por cento da categoria já aderiram ao movimento.
 
O movimento das categorias é por tempo indeterminado, segundo ficou decidido durante assembleias. Para não prejudicar a população ficou decidido que 30% do efetivo prestam atendimento, em cumprimento a determinação prevista em lei. Além da reivindicação de equiparação salarial com os procuradores ainda existe o pagamento total do Risco de Vida. As greves das categorias somente serão suspensas quando de uma proposta por parte do governo do Estado que atendem aos seus interesses.

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