Aguinaldo Ribeiro afirma que PP teve que ser “macho” para evitar prejuízo

O deputado estadual Aguinaldo Ribeiro declarou em entrevista ao programa Rede Verdade, da Arapuan FM, que foi preciso "ser macho" para tirar o PP da coligação de oposição. Ele reclamou da exclusão da irmã, Daniella Ribeiro, da condição de vice de Ricardo Coutinho (PSB) e também do fato de o ex-senador Ney Suassuna não ter sido incluído na chapa majoritária em substituição a Efraim Morais (DEM). Segundo ele, esses foram fatores preponderantes para criar o ambiente de rompimento. O estopim, contudo, teria sido o anúncio de candidatura de Romero Rodrigues a deputado federal.

– Não aceitaríamos que a proporcional do partido fosse mais prejudicada do que o partido já tinha sido. Como não houve o tratamento dispensado ao partido, entendemos que o PP precisava buscar melhores equações para a proporcional. Nos colocamos de forma a transigir, mas parece que nós é que estávamos contribuindo, cedendo… o partido fez isso em nome do projeto, mas chega uma hora em que é preciso ser macho para que as pessoas aprendam a respeitar. Em política, não tem essa máxima de eu posso tudo. O partido se reuniu e disse: mais essa, não aceitamos. É demais. Não pudemos suportar. Parece até desdém com quem tem tido uma postura tão firme.

Aguinaldo acrescentou que o senador Ney Suassuna comunga da mesma opinião que sua família e teria acompanhado de perto todas as discussões que culminaram com a saída do PP da base de Ricardo Coutinho.
 

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