Agra acredita que Câmara está blindada contra interferências políticas externas

O prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, repudiou qualquer tipo de influência política externa na Câmara dos Vereadores para tentar emperrar matérias do Executivo que sejam encaminhadas à Casa para beneficiar a Capital ou para tentar enfraquecer a atuação da bancada governista, liderada pelo vereador Bruno Farias (PPS).

Numa entrevista exclusiva concedida ao Parlamentopb, Agra afirmou acreditar que a Câmara está blindada contra qualquer interferência, por exemplo, do Governo do Estado, principalmente agora, segundo ele, em período eleitoral, quando os embates ficam mais acirrados entre os grupos que predominam numa casa legislativa.

“Eu confio, não só na instituição (Câmara), como também nos homens e mulheres que fazem aquela Casa. Nós reconhecemos a sensibilidade que os vereadores têm na aprovação das matérias, independente de que seja do Executivo, que beneficiam a cidade e seu povo”, ressaltou.

O prefeito comentou que não poderia deixar de reconhecer também a participação dos vereadores da oposição na aprovação de projetos para melhorar João Pessoa e no apoio a ações que estão sendo implementadas  no município. “Há um diálogo consistente de preservação da independência dos Poderes. Mas, está claro e comprovado que o Governo do Estado tem feito intromissões indevidas no município. Muitas vezes faz intervenção sem nos consultar e deixa, por exemplo, de resolver vários problemas da Cagepa, como os buracos nas ruas, serviços sem conclusão e a cidade é quem se prejudica”, observou.

Ao ser questionado sobre como analisava a declaração do governador José Maranhão de que o Estado vem tendo um bom relacionamento com a atual administração municipal, após a desincompatibilização do ex-prefeito Ricardo Coutinho, Luciano Agra respondeu “que ele (Maranhão) quer fazer isso depois que causou um grande estrago na Prefeitura com a cooptação de vários secretários e o convite que fez a outros para tentar inviabilizar a gestão municipal”.

“Mas isso não nos desanima, porque ninguém é insubstituível. Está se encerrando um ciclo político na Paraíba e uma prática de implementação de uma política atrasada. Não se pode mais utilizar o serviço público como uma moeda de troca. Quem mantiver esse tipo de postura vai continuar colhendo insucessos enquanto que a gente vai só obter êxito”, afirmou.

 

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