Aécio critica começo “extremamente negativo” do Governo Dilma

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou nesta quinta-feira que o primeiro semestre do governo da presidente Dilma Rousseff foi "extremamente negativo, talvez o mais negativo do que qualquer governo da nossa história política recente tenha tido".

 
Em encontro com o deputado federal Sérgio Guerra (PSDB-PE) e com o presidente do Instituto Teotônio Vilela, Tasso Jereissati (PSDB-CE), ele criticou o que chamou de "abdicação de responsabilidade da Presidência da República em relação aos seus aliados".
 
Aécio se referia aos episódios que culminaram na demissão do senador Alfredo Nascimento (PR-AM) do Ministério dos Transportes, e apontou "passividade" por parte do governo federal. Segundo ele, nenhuma das demissões se deu pela ação do governo. "A imprensa brasileira é que levou o governo a defensivamente, afastar essas pessoas. Isso também é preocupante", afirmou.
 
MEDIDAS PROVISÓRIAS
 
Aécio, que encerra sua licença de saúde na segunda-feira (11), depois de sofrer uma queda de um cavalo, há três semanas, disse ainda que a base de Dilma "não permite investigação sobre nenhuma denúncia que ocorra em relação ao governo" e que o Palácio "estabeleceu um rolo compressor no Congresso Nacional em torno das medidas provisórias que não aceitou ainda rediscutir".
 
Antes do recesso parlamentar, ele disse que pretende conseguir acelerar a votação de "um novo rito de medidas provisórias".
 
Para o tucano, "nesse primeiro semestre o governo andou para trás". Ele afirmou que "a avaliação final, a contabilidade final do governo é muito triste porque o governo se viu tomado por uma agenda negativa, extremamente negativa, que imobilizou as ações construtivas para o Brasil".
 
OPOSIÇÃO
 
As críticas de Aécio foram menos ferrenhas quanto ao papel da oposição no Congresso. Segundo ele, os parlamentares oposicionistas enfrentam dificuldades. "Mas as dificuldades da oposição vêm, sobretudo, da posição do governo hoje, e de setores do governo, que não satisfeitos em serem apenas governo, exercem até com muito mais competência que nós, o papel de oposição".
 
Na avaliação do senador "a base é hoje governo e, ao mesmo tempo, é a mais vigorosa oposição a esse governo que elegemos".
 
Sobre a atuação do PSDB, ele afirma que o partido tem ajudo com "cautela" e "absoluta serenidade".
 
"Há unidade, tanto que não houve disputa no partido. O companheiro José Serra assumiu a Presidência do Conselho Político do Partido e terá lá uma contribuição importantíssima a dar, o senador Tasso, à frente do ITV, será o grande consultor da nossa nova estratégia de comunicação com a sociedade", disse ele, em referência ao cargo criado para acomodar Serra, que cobiçava o posto ocupado agora por Tasso.
 
Ele não descartou a possibilidade de atrair membros da base do governo para uma aliança com o PSDB, em 2014. "Após as eleições municipais, no início de 2013, é hora de estarmos conversando com outras forças políticas, no nosso campo, prioritariamente, mas também eventualmente já se tenham cansado do modus operandi do atual governo e que possam construir ao nosso lado um novo projeto", disse.

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