Mário Tourinho

Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal


A Semob/JP e sua complexa missão

Temos insistido neste reconhecimento de que é mesmo complexa a missão dos órgãos públicos cuja atividade está relacionada à mobilidade urbana. No caso paraibano o maior exemplo – inclusive pela maior dimensão da cidade – é a Semob/JP, que está debruçada, também, com a elaboração do Plano Diretor de Mobilidade Urbana da microrregião de João Pessoa, para tanto tendo realizado no recente dia 12 mais um “workshop” com a participação bem representativa de nossa sociedade, inclusive – por óbvio – das empresas de transporte coletivo urbano, estas através do diretor institucional do Sintur/JP, Isaac Junior.

Como já disse, é um plano diretor para a microrregião de João Pessoa, vez que não haveria sentido fazê-lo sem interface especialmente com Cabedelo, Bayeux e Santa Rita, mesmo porque nas funções/objetivos da Semob/JP consta uma que assim se explicita: “desenvolver o planejamento e a programação do Sistema de Transporte Público de Passageiros, integrando-os com as decisões sobre planejamento urbano no Município de João Pessoa e no aglomerado”. Atente-se: – inclui “no aglomerado”!

A questão “mobilidade urbana” é realmente complexa. E ela provoca reflexões permanentes, como a recentemente promovida pela ANTP (Associação Nacional de Transporte Público), em São Paulo/SP, correspondendo ao seminário “Mobilidade e Solo Urbano”.

Não nos foi possível participar, como das vezes anteriores, desse novo “workshop” realizado pela Semob/JP voltado para o Plano Diretor de Mobilidade Urbana, embora para tal tenhamos sido gentilmente convidados. Mas, através do noticiário, notamos a ausência de representação do Governo do Estado. E fazemos este registro porque – e nisto temos igualmente insistido – muito lamentamos a falta de integração governamental sobretudo em relação a questões tão relevantes como o é a da mobilidade  urbana. A propósito, imaginamos que a Semob/JP tenha feito o convite, mas isto não nos tira a lástima pela ausência de representação do governo estadual, tendo em vista a quase obrigatoriedade de uma união de esforços relativamente a tema tão crucial para a qualidade de vida da população.

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