Mário Tourinho

Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal


“A falta que faz”

O “entre aspas” do título acima é para de pronto evidenciar que o reproduzo de outrem. Este “outrem” também logo esclareço: corresponde ao Editorial do Jornal A União, edição de 10 de outubro corrente. E em minha avaliação o Editorial do referido veículo de comunicação tem sido, quase sempre, o único artigo adequável a uma página dita de “Opinião”.

Eu disse “quase sempre”, não “sempre”, porque na edição do mesmo 10 de outubro os textos assinados por Gonzaga Rodrigues (”A venerável”) e por Dom Manoel Delson (“A mãe que não desampara”), além de “nota 10”, enquadram-se, sim, a uma página de “Opinião”. (A respeito deste enquadramento ou não dos textos à página “Opinião”, já me manifestei, mais de uma vez, via e-mail, à própria A União. Porém, não sei porque, não recebi qualquer resposta, nem a de que o e-mail tenha sido recebido.

Entretanto, meu foco, desta feita, é sobre o Editorial “A falta que faz”, que, em linguagem tanto fácil quanto direta, logo em seu início destaca a falta de maior harmonia “nessa espécie de processo de construção deste gigantesco condomínio a que se convencionou chamar de país”. E lá em seu último parágrafo enfatiza: – “A fraternidade, o entusiasmo, o cuidado, enfim, todo o apreço que um ser humano deveria ter para com seus semelhantes, em ciclos mínimos e máximos de reciprocidade, poderia muito bem manifestar-se em cada ato ou expressão, seja de quem governa, seja de quem é governado, vez que se está falando não de hordas de bárbaros, mas de coletividades regidas pela lei”.

Faz falta, pois, muita falta, que nem em relação a um menor condomínio, com ao que chamamos Estado da Paraíba, nem nos atos nem nas expressões, ocorra a real fraternidade ou o simples cuidado para com a interinstitucionalidade, reciprocamente, tanto por quem governa, quanto por quem é governado. Um exemplo dessa falta?!… – Os atos de inauguração e anúncio de novas obras cujas solenidades aconteceram na sexta feira, 9 de outubro corrente, em Campina Grande, dia da data comemorativa do aniversário da Cidade Rainha da Borborema. Com tantos benefícios entregues e outros anunciados para construção dentro da casa campinense, não se admite a ausência dos dirigentes municipais no respectivo evento. Não indico e nem sei se há falha ou culpa de qual dos lados. No entanto, tem-se de admitir “a falta que faz” essa falta de Política com “P” maiúsculo. É o mesmo que Bolsonaro vir à Paraíba fazer alguma inauguração, anunciar outras obras, sem a presença do dirigente estadual.

 

 

Mário Tourinho

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