Allysson Teotonio

Jornalista, publicitário e fotógrafo
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O “bem” não vence o “mal”

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“Nós somos a maioria, nós somos todos do bem“, disse o Messias, durante o lançamento de sua nova candidatura a “salvador” da pátria do desemprego, da fome, da desigualdade social, da violência, da saúde destroçada, da educação em frangalhos, da inflação galopante, da corrupção com sigilo de 100 anos e da economia ladeira abaixo.

O “escolhido de Deus”, título dado ao marido pela primeira-dama, está divinamente enganado. Aliás, ele sempre tenta enganar a todos, sua especialidade. Com aquele velho discurso religioso-moralista “paraguaio” que não ultrapassa os limites do seu cercadinho. É muita cara de pau.

Segundo o “escolhido”, quem não vota nele é do “mal”. Mas a verdade, esta palavra santa que nos libertará dessa mentira, brevemente será conhecida.

No evento, o papel da “escolhida” era atrair o voto das mulheres para seu marido. Mas ela esqueceu o que o “escolhido” já disse: que a deputada Maria do Rosário não merecia ser estuprada porque era “muito feia” e não fazia o seu “tipo”.

Enfim, a gente vai mostrar para eles que o povo do “mal” é maioria. Senhor, como é bom estar do lado do“mal” na atual conjuntura brasileira! É libertador.

Enquanto o cidadão do “bem” prega exatamente o contrário da lógica cristã, foi ele quem disse que Jesus só não comprou uma arma porque no seu tempo não tinha, o povo do “mal” defende, por exemplo, temas como igualdade, respeito, solidariedade, amor, compaixão, empatia, desarmamento, meio ambiente e direitos humanos.

Ah, vale ressaltar que não somos santos, não, como esse “escolhido de Deus” aí, tá ok? Também temos os nossos pecados, obviamente.

Mas o que nos conforta é saber que falta pouco, muito pouco para o “salvador” da própria pele não chegar a canto nenhum. Com fé em Deus, a gente vai se livrar desse imenso e terrível castigo, da mais pesada cruz que já tivemos de carregar. Pode crer.

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