Flávio Dino vai defender diálogo entre PSB e Ricardo Coutinho durante reunião neste sábado

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Em um tom pacificador, o governador do Maranhão, Flávio Dino, defendeu hoje à tarde durante entrevista concedida ao programa Muito Mais, da TV Band Manaíra, que haja diálogo para aparar as arestas entre a direção nacional do PSB e o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho. Recém filiado à sigla socialista, Dino evitou entrar da delicada questão que envolve Ricardo, o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira e o deputado federal Gervásio Maia, dirigente do PSB na Paraíba.

“Tenho uma relação muito cordial com o ex-governador Ricardo Coutinho e uma relação fraterna com o atual governador João Azevêdo. No caso do PSB teremos reunião da direção nacional amanhã e será a primeira que vou participar para que haja convergência tendo em vista a importância do partido para o Nordeste e a Paraíba. O PSB. É preciso que haja sempre muito diálogo para resolver esses conflitos que são naturais na política”, comentou o governador.

A reunião à qual Dino fez referência foi convocada pelo presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, e acontecerá neste sábado, 3 de julho, às 14h, de maneira virtual. Na pauta está a realização do XV Congresso Nacional do partido e outros temas.

A crise entre Ricardo e o PSB Nacional foi exposta claramente pelo deputado federal Gervásio Maia que, perguntado sobre a provável candidatura de Coutinho ao Senado disse que não simpatizava com a ideia, acrescentando que ela não foi discutida com o partido. Em seguida, Carlos Siqueira publicou uma foto em seu perfil no Instagram ao lado de Gervásio na qual dizia que caberia ao deputado a condução das articulações para as eleições de 2022. Enquanto isso, nas redes sociais de Ricardo Coutinho, o PT tem tido muito mais destaque que os fatos do cotidiano da sigla socialista.

Dino não fez segredo de que sua mudança do PCdoB para o PSB se deu por causa da nova legislação eleitoral cláusula de barreira – lei que restringe a atuação e o funcionamento de partidos que não obtiverem 2% dos votos para deputado federal sofrerão uma série de sanções. “É uma tendência a maior convergência partidária e o PSB é uma legenda próxima onde sempre tive muitos amigos, como o saudoso governador Eduardo Campos, e considerei ser o caminho natural diante da atual conjuntura política em que um presidente da República que ameaça não reconhecer o resultado das urnas. Isso é muito grave e mais união é fundamental!”, declarou o governador, prevendo que deve concorrer a uma vaga ao Senado.

O programa Muito Mais vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 12h às 13h30. A apresentação é de Gerardo Rabelo e a cobertura política é de Cláudia Carvalho.

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