Debate sobre projeto que institui o dia de visibilidade da maconha gera confusão na Câmara de João Pessoa

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A aprovação do projeto de lei de autoria da deputada estadual Estela Bezerra, na terça-feira (23), na Assembleia Legislativa, instituindo o dia 7 de maio como o Dia Estadual de Visibilidade da Cannabis Terapêutica gerou uma discussão na Câmara Municipal de João Pessoa (PMJP) envolvendo os vereadores Eliza Virgínia, Raíssa Lacerda e Tibério Limeira.

Contrárias, Eliza Virgínia e Raíssa Lacerda questionaram a aprovação do projeto. A vereadora Eliza Virgínia, inclusive, declarou que “o pessoal de esquerda adora maconha”.

Eliza disse que não vê nenhum problema no uso da maconha medicinal. “Mas pra quê fazer dia em alusão ao uso da maconha? O que fica na cabeça do povo é maconha. Aí bota o uso de Cannabis, porque é o nome científico, pra não chamar muita atenção, mas, na verdade, você sabe, o pessoal de esquerda adora maconha. Não tem jeito. Vá para a universidade, vá para o CCLH, vá pra Universidade Estadual lá de Guarabira, que tem as praçazinhas e, inclusve, sabe-se que existe venda, comércio das drogas nas universidades públicas”, disse a parlamentar.

Indignado, o vereador Tibério Limeira tachou o discurso das duas de medíocres e as vereadoras se queixaram de que teriam sido chamadas de medíocres.

“Eu não disse que as duas eram medíocres, eu disse que o que elas estavam falando era de uma mediocridade sem tamanho e eu não peço para retirar de ata. Reafirmo o que disse. A gente tem que ter honra pra reafirmar e segurar nossa palavra”, disse Tibério.

Segundo ele, o fato é que as duas vereadoras, Raíssa e Eliza, estavam fazendo “gozação” de um projeto de sua autoria que já foi aprovado também pela Câmara de João Pessoa. ,

Tratá-se do projeto aprovado no ano passado, dele, que cria o Dia Municipal de Visibilidade da Cannabis Medicinal, parecido com o que foi apresentado agora pela deputada Estela Bezerra na ALPB.

“Elas começaram a fazer gozações, dizendo que esquerda gosta de ficar todo mundo doidão e isso não é postura de parlamentar, porque a gente faz um debate sério e eu apenas disse a ela que esse era um debate medíocre e que elas fizessem essa gozação com as mães e pais de crianças com epilepsia, com idosos de Mal de Parkinson, Alzheimer, pessoas com câncer, com autismo, como eu mesmo, que tenho uma criança com autismo, que se utilizam do óleo da Cannabis, do extrato que é retirado da Cannabis para tratar essas patologias e tem tido avanços consideráveis graças à luta de muita gente e graças a projetos como esses, que estimulam, que dão visibilidade a uma planta que promove saúde. É essa a questão. A gente tem que elevar o nível do debate. ter chamado o debate de medíocre não é nenhum tipo de agressão”, declarou.

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