Mário Tourinho

Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal


26 de julho: Celso Furtado & João Pessoa

Celso Furtado, paraibano de Pombal, nasceu em 26 de julho de 1920. Se vivo ainda estivesse (mas, foi chamado  aos céus em 20 de novembro  de 2004), estaria, agora, completando 100 anos. Tão importante é seu legado como economista (considerado como a maior referência do pensamento econômico brasileiro), que,  por  todo território do Brasil, desde o começo deste ano realizam-se seminários, mesas redonda, ciclos de palestras etc tendo por tema sua obra, porquanto, conforme o  dizer do sociólogo Lúcio Flávio Ribeiro, ele – Celso Furtado – “é de longe o nosso intelectual mais conhecido”. A propósito, tem de ser enfatizado, também, que ele ocupou a Cadeira nº 11 da Academia Brasileira de Letras (ABL) de 31 de outubro de 1997 até, obviamente, a data de sua morte, tornando-se “imortal” daquela instituição. Igualmente se constitui em “imortal” da Academia Brasileira de Ciências (ABC), afora ter sido o primeiro estrangeiro nomeado para lecionar em uma universidade francesa (a Universidade de Paris).

O 26 de julho também faz lembrar e reverenciar um outro ilustre paraibano, este, João Pessoa, que dá nome à capital  do Estado. Ele, nessa data, em 1930, quando governador da Paraíba, foi assassinado e, desse lastimável fato, conforme vários historiadores, eclodiu a “Revolução de 30”, que culminou com a deposição do então Presidente, Washington Luiz. Naquele ano (1930) o paraibano nascido em Umbuzeiro, João Pessoa, fora candidato a Vice-Presidente da República, compondo a chapa de Getúlio Vargas para Presidente. A chapa eleita, entretanto, foi a de Júlio Prestes (Presidente) e Vital Soares (Vice), que, em face da deposição do então dirigente brasileiro, Washington Luiz (acusado como principal responsável pelas fraudes para obtenção daquele resultado eleitoral), nem Prestes nem Vital tomaram posse. E foi instituída uma Junta Governativa, pondo fim à Velha República, que, em seguida, conferiu a Getúlio Vargas a Chefia do Governo Provisório.

Constata-se, pois, que essa data, 26 de julho, constitui-se em uma referência muito marcante em relação a estes renomados paraibanos, mesmo que para um (Celso) corresponda ao nascimento, e para outro o dia de falecimento. Porém, pra Paraíba é data para mais reverenciá-los e manifestar, bem alto, seu próprio orgulho por tão ilustres filhos!

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