Rômulo Soares

Corretor de Imóveis, Administrador de Empresas, Advogado e Jornalista. Pós Graduado em Direto e Processo do Trabalho pela Gama Filho-RJ e Direito Difuso, Coletivo e Ministério Público pela FESMIP-PB. Atualmente Presidente do CRECI-PB.


2020 prenuncia bom ano para o mercado imobiliário

Após seis anos de recessão, ao retomar as atividades, o setor imobiliário apresentou promissores sinais de recuperação em 2019, sendo responsável pela geração de 10% dos novos postos de trabalho com carteira assinada.

Outro sinal positivo para a cadeia produtiva veio da construção civil, que desde 2013 não crescia acima do PIB, encerrou este ano com crescimento de 2% e expectativa de 3% para 2020.

Nesse contexto, segundo dados divulgados no último dia 19 pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram criados 948 mil postos de trabalho com carteira assinada este ano.

Por sua vez, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) informou ter sido a construção responsável pela criação de 117 mil novos postos de trabalho em 2019, o que equivale a 13% de todas as vagas geradas ao longo do ano.

Outro aspecto otimista se deu através da taxa básica de juros (Selic) que este ano atingiu seu menor patamar histórico, Os juros a 4.5% ao ano reduziram o custo do crédito imobiliário, o que permitiu a inclusão de milhares de pessoas no sistema.

Em que pese tão alvissareiras notícias, não podemos olvidar que o crescimento registrado em São Paulo não significa o crescimento no restante do Brasil, tendo em vista o mercado imobiliário paulista estar concentrado na mão de menos de 20 empresas que têm capital aberto na Bolsa, que fizeram uma captação recente de 4,5 bilhões em ações e estão supercapitalizadas.

Para o Banco Central, essa recuperação não é afetada positivamente somente pelas construções em São Paulo, mas de outras capitais que têm contribuído para a retomada do crescimento desse setor, dentre elas João Pessoa, que tem registrado significativo e crescente registro de lançamentos de novos e arrojados empreendimentos.

A retomada da construção civil tem relação com a autorização para que os bancos pudessem lançar linhas de financiamento imobiliário indexadas ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), tendo a Caixa Econômica Federal sido pioneira na oferta dessa linha de crédito, por meio da qual as parcelas (dos financiamentos imobiliários) caíram até 25%, o que aumentou a compra de imóveis, gerou mais empregos e fomentou a economia.


Assista na íntegra o programa Tambaú Imóveis do último sábado (21) que recebeu os Advogados Especialistas no Direito Civil, Henrique Espinolla e Laryssa Almeida debatendo sobre a nova Lei Geral de Proteção de Dados.

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