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Acorda, Brasil
 
Bom dia, Brasil. Um novo país acorda hoje. Vencemos o PT.
 
Frase postada pelo MBL – Movimento Brasil Livre, aquele foi às ruas contra a corrupção e a favor do impeachment da presidente Dilma. Depois de ler essa pérola do MBL, fiz um recorte de notícias e de depoimentos nas redes sociais sobre o “novo país”, depois do Golpe de 12 de Maio:
 
Temer: dos 13 ministros que são congressistas, 11 têm registros judiciais.
 
(Revista Piauí)
 
Ou o futuro presidente Michel Temer garroteia a Lava Jato ou a Lava Jato deve devastar o seu governo. O grupo de suspeitos inclui o círculo que articulou com Temer o processo que culminou no afastamento da presidente Dilma. Além do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado da Câmara pelo Supremo, são investigados na Lava Jato os ministros do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Romero Jucá, da Casa Civil, Eliseu Padilha, do Turismo, Henrique Alves, e da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), o ex-ministro Moreira Franco.

(Folha de S. Paulo)
 
Maurício Quintella, ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, do governo Temer. Deputado federal. Condenado em agosto de 2014 por participação em um esquema que desviou dinheiro destinado ao pagamento de merenda escolar em Alagoas, entre 2003 e 2005, quando era secretário de Educação do Estado.
 
(Folha de S. Paulo)
 
Nomeado novo ministro do Esporte pelo presidente interino Michel Temer, o deputado federal Leonardo Picciani (PMDB-RJ) ganhou dinheiro indiretamente com obras olímpicas e recebeu doações de empreiteiras que atuam em projetos dos Jogos. A primeira informação foi revelada pela “TV Record' no final de 2015 quando ele era parlamentar, e a segunda, consta de sua prestação de contas. 
 
(Blog do Rodrigo Mattos - UOL)
 
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a coleta de provas contra o senador Aécio Neves, do PSDB, e pediu que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reavalie se quer manter o pedido de investigação sobre o suposto esquema de corrupção em Furnas.
 
Ontem Gilmar Mendes tinha autorizado abertura de inquérito. Hoje o senador Aécio Neves apresentou novos documentos e Gilmar Mendes considerou que esses documentos podem demonstrar que o pedido para a abertura de inquérito ocorreu sem novas provas.
 
(Jornal Nacional – Rede Globo)
 
O juiz Sérgio Moro disse que é preciso apaziguar o país, agir com racionalidade e não ter “rancor ou ódio no coração”, em referência ao atual momento político pelo qual o Brasil passa.
 
 
(O Globo)
 
“A presidente afastada, Dilma Rousseff, pode pagar um preço desproporcionalmente grande por irregularidades administrativas enquanto vários de seus detratores mais ardentes são acusados de crimes mais escandalosos".
 
(The New York Times)
 
A destituição de Dilma Rousseff não soluciona nada e aumenta a instabilidade do país.
 
(El País Brasil)
 
O ministro da Fazenda do governo Michel Temer, Henrique Meirelles, disse que a meta do governo é diminuir impostos, mas agora pode ser preciso criar mais um. Ele respondeu a uma questão sobre a proposta de retomar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), mesma medida que o governo Dilma cogitou aplicar, e pela qual foi muito criticado.
 
(UOL)
 
O Antagonista respira aliviado de poder ouvir uma fala presidencial com frases completas, respeito à gramática e raciocínio lógico. Entramos definitivamente numa nova era.
 
(Blog Antagonista, de Diogo Mainardi)
 
Em que país o MBL acordou? Só pode ter sido no país da “nova era” de Diogo Mainardi, né?  
 
(Allysson Teotonio)
 
O povo foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores tempos idos
Contemplam esta vida numa cela

Ê, ô, ô, vida de gado
Povo marcado
Ê, povo feliz!
 
(Zé Ramalho) 



Allysson Teotonio
Publicitário, jornalista e empresário, é diretor associado de atendimento e planejamento da agência Faz Comunicação, em João Pessoa, e diretor do Sindicato das Agências de Propaganda da Paraíba (Sinapro-PB). Atua na área de comunicação desde 1995. Começou a carreira como sócio-diretor da Mundo Livre Comunicação. Foi repórter do jornais Correio da Paraíba e O Norte e assessor de comunicação de várias empresas, entre elas, Oi e Telemar.


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